Assistir futebol virou também um dos momentos mais disputados pelas marcas de alimentos no Brasil. Em vez de investir apenas em comerciais tradicionais, empresas passaram a usar embalagens temáticas, edições limitadas e produtos com estética ligada às torcidas para tentar ocupar espaço nas redes sociais, nos mercados e nas reuniões entre amigos durante os jogos.
A movimentação ganhou força nos últimos meses e já aparece em campanhas de marcas como Fini, Pringles e Lay’s, que aproveitaram o aumento do consumo durante transmissões esportivas para lançar produtos associados ao clima das partidas.
No caso da Fini, a empresa anunciou uma edição limitada do Regaliz inspirada na temporada de jogos no Brasil. A nova versão mistura sabores de abacaxi e maçã-verde em uma proposta mais azedinha e aposta em elementos visuais ligados ao universo das arquibancadas e das torcidas. O lançamento terá embalagem de 80g vendida nas lojas Americanas e uma versão de 15g distribuída pelo Sistema Coca-Cola e pelas franquias da marca. Os preços e a data oficial de lançamento ainda não foram divulgados.
Mais do que criar novos sabores, a estratégia acompanha uma mudança no comportamento do consumidor. Produtos temporários passaram a ganhar força porque geram sensação de novidade rápida, estimulam compartilhamentos nas redes e aumentam o impulso de compra em períodos específicos do calendário, especialmente em eventos esportivos de grande audiência.
O futebol acabou se tornando um dos ambientes mais valiosos para esse tipo de ação porque reúne consumo coletivo, conversa online em tempo real e forte apelo emocional. Para as marcas, isso cria uma oportunidade rara de transformar produtos comuns em itens altamente comentados sem depender apenas de campanhas publicitárias tradicionais.
Em muitos casos, o destaque dessas ações não está necessariamente no produto, mas na capacidade de criar identificação imediata com momentos culturais que já mobilizam milhões de pessoas ao mesmo tempo.
