A Copa do Mundo de 2026 ainda nem começou, mas grandes patrocinadores já tratam o torneio como uma disputa por atenção que acontece muito antes do apito inicial. No Brasil, ações ligadas ao evento vêm ocupando ruas, aplicativos, serviços de mobilidade e plataformas digitais em uma tentativa de acompanhar os hábitos que cercam o consumo de futebol fora do estádio.
Entre os exemplos está a operação montada pela LAY’S, patrocinadora oficial da FIFA, que distribuiu sua comunicação por diferentes ambientes do cotidiano. A estratégia combina presença urbana, ferramentas digitais e parcerias com aplicativos usados durante deslocamentos e encontros sociais ligados aos jogos.
No Rio de Janeiro, uma das ativações previstas envolve projeções em área pública de Copacabana, enquanto relógios urbanos e outros espaços de mídia exterior recebem peças relacionadas ao torneio. A lógica segue uma tendência já observada em grandes eventos esportivos: alcançar o público em momentos de circulação, e não apenas durante as transmissões.
O movimento também avança para plataformas digitais. Recursos integrados ao WhatsApp foram criados para estimular interações temáticas e auxiliar usuários na organização de encontros para assistir às partidas. Em paralelo, aplicativos de mobilidade e delivery passaram a funcionar como pontos adicionais de exposição publicitária, refletindo a migração das campanhas para ambientes de uso diário.
Outra frente envolve experiências ligadas a viagens e deslocamentos, ampliando o contato da campanha para além da televisão e das redes sociais. A presença de atletas e celebridades internacionais em peças globais adaptadas ao mercado brasileiro reforça o esforço das marcas em transformar a Copa em uma narrativa contínua de entretenimento e consumo.
A movimentação acompanha uma mudança mais ampla no marketing esportivo. Em vez de concentrar investimentos apenas no intervalo ou durante os jogos, empresas passaram a disputar o chamado “pré-jogo” — período em que consumidores definem compras, encontros e formas de acompanhar as partidas.
Nesse cenário, alimentos, aplicativos e serviços deixam de atuar apenas como patrocinadores tradicionais e passam a integrar rotinas associadas ao evento. A Copa se transforma, assim, em uma plataforma permanente de interação entre marcas, tecnologia e comportamento social.
