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Disney+ tenta virar clube de vantagens e escolhe o Brasil como laboratório

Disney+ amplia presença no Brasil e aposta em experiências além do streaming tradicional

Em: Portal G

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O Disney+ já não quer ser apenas o aplicativo que o assinante abre para assistir a um filme da Pixar, uma série da Marvel ou algum clássico de infância. A plataforma agora mira uma presença mais espalhada na rotina do público, incluindo música, transporte, delivery, cinema e experiências presenciais.

A Disney anunciou nesta terça-feira, 26 de maio, que o Brasil será o primeiro país a receber oficialmente seu novo programa contínuo de benefícios para assinantes do Disney+. A escolha não parece aleatória. O mercado brasileiro foi colocado pela empresa como uma das prioridades da marca na América Latina.

Na prática, a companhia tenta mudar a percepção da assinatura. Em vez de vender apenas catálogo, quer fazer o usuário sentir que o serviço também entrega vantagens fora da tela. É streaming com ambição de cartão de benefícios.

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O streaming saiu do sofá

Entre os parceiros confirmados estão Spotify, 99, 99Food, Cinemark e Mundo Pixar. Cada um entra na estratégia com benefícios específicos para assinantes do Disney+ no Brasil.

Na 99 e no 99Food, a proposta envolve cupons mensais durante 12 meses, com descontos que podem chegar a 50% em corridas e pedidos feitos pelo aplicativo. O Spotify entra com três meses grátis do Premium para quem nunca assinou o serviço anteriormente, além de dois meses sem cobrança para alguns antigos clientes elegíveis.

No Cinemark, seguem as vantagens ligadas a ingressos e combos de bomboniere. O Mundo Pixar também permanece conectado ao programa, com descontos na experiência imersiva em cartaz no Rio de Janeiro.

O ponto central não está apenas nos descontos. Está na tentativa de fazer o Disney+ aparecer em situações que não dependem de uma sessão de streaming. O assinante pode estar chamando carro, pedindo comida, indo ao cinema ou planejando um passeio — e a Disney quer estar ali também.

Cena clássica da animação "A Dama e o Vagabundo" onde os dois cachorros compartilham um prato de espaguete.
A Dama e o Vagabundo – Imagem: Reprodução

Brasil virou teste de força da marca

Segundo executivos da companhia, o Brasil teve peso decisivo para que o projeto começasse por aqui. A Disney afirma que o país reúne alguns dos maiores índices de engajamento da marca na América Latina, o que ajuda a explicar a escolha como primeiro mercado do programa.

Em entrevista à EXAME, Renato D’Angelo, General Manager da Disney Brasil, explicou que a ideia é ampliar o valor percebido da assinatura por meio de experiências ligadas a franquias como Marvel, Star Wars, Pixar e National Geographic.

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Esse movimento também passa por eventos presenciais. Recentemente, assinantes participaram de sorteios para a première brasileira de O Mandaloriano e Grogu, enquanto novas ativações ligadas a Toy Story 5 e outros lançamentos já aparecem no radar da empresa.

É uma estratégia bem alinhada ao momento do streaming. Com tantas plataformas disputando mensalidade, só ter um catálogo forte já não parece suficiente. A Disney tenta transformar suas franquias em um ecossistema que acompanha o público em diferentes momentos do dia.

No fim, o novo programa mostra que a Disney está tentando resolver um problema comum do streaming: fazer o assinante enxergar valor mesmo quando não está assistindo a nada. A assinatura vira acesso, desconto, evento, experiência e, claro, mais uma forma de manter o público dentro do universo da marca.

A pergunta é se o público vai enxergar isso como benefício real ou só como mais uma camada de marketing em cima da mensalidade. Você acha que streaming precisa virar clube de vantagens para continuar valendo a pena?

Rafha Costa
Rafha Costahttps://portalg.com.br
Rafha Costa é editor do Portal G e cobre entretenimento, cultura pop, campanhas de marca, ativações, experiências digitais e comportamento de consumo no Brasil.

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