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Por que a Vizzela aposta em pequenos criadores de conteúdo?

Programa da marca amplia espaço para influenciadores de beleza e reforça a estratégia de marketing baseada em comunidades menores

Em: Portal G

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Durante muito tempo, o mercado de influência em beleza concentrou boa parte de suas campanhas em criadores com milhões de seguidores. Esse modelo continua relevante, mas passou a dividir espaço com outra estratégia: marcas de maquiagem estão ampliando a presença de perfis menores e especializados, capazes de conversar com comunidades mais específicas.

A mudança acompanha o próprio comportamento das redes sociais. Vídeos de resenha, testes de produtos, comparações e tutoriais gravados de maneira mais simples ganharam espaço no TikTok e no Instagram, criando uma linguagem menos distante da rotina de quem acompanha conteúdos sobre beleza.

Nesse cenário, a Vizzela aparece como um dos exemplos dessa aproximação com microcriadores. Por meio do Vizzela Team, a marca passou a considerar perfis a partir de 1.000 seguidores para integrar ações relacionadas à produção de conteúdo e à presença digital da empresa.

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Mais do que o número absoluto de seguidores, iniciativas desse tipo mostram uma tentativa das marcas de identificar criadores que tenham afinidade com determinados públicos. Maquiagem, skincare, lifestyle e beleza acessível formam comunidades bastante segmentadas, nas quais um perfil menor pode construir reconhecimento mesmo sem alcançar milhões de pessoas.

Essa lógica também ajuda a explicar por que conteúdos menos produzidos passaram a ganhar importância. Demonstrações de maquiagem, primeiras impressões e relatos de uso cotidiano podem funcionar como pontos de contato recorrentes entre marcas e consumidores, especialmente quando aparecem em perfis que já abordam esses assuntos naturalmente.

Modelos apresentam diferentes tons de pós faciais da Vizzela em campanha da marca.

No Vizzela Team, os perfis selecionados podem participar de diferentes iniciativas da marca, incluindo produção de conteúdo, campanhas e experiências relacionadas a produtos e lançamentos. A seleção considera a análise do perfil, indicando que o tamanho da audiência não funciona como único critério para entrada.

O formato coloca a iniciativa dentro de uma transformação mais ampla do marketing de influência. Em vez de depender exclusivamente de poucas personalidades de grande alcance, empresas de cosméticos passaram a espalhar sua comunicação por uma rede maior de criadores, aumentando a frequência com que seus produtos aparecem em diferentes comunidades digitais.

A influência de nicho, portanto, deixou de ocupar apenas uma posição complementar. Grandes nomes ainda concentram visibilidade, mas perfis menores passaram a desempenhar um papel próprio na construção de conversas sobre produtos, tendências e hábitos de beleza nas redes sociais.

Rafha Costa
Rafha Costahttps://portalg.com.br
Rafha Costa é editor do Portal G e cobre entretenimento, cultura pop, campanhas de marca, ativações, experiências digitais e comportamento de consumo no Brasil.

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