Durante muito tempo, as marcas de beleza concentraram seus investimentos em influenciadoras com milhões de seguidores. Esse cenário começou a mudar. A busca por nano e microcriadoras, que costumam reunir comunidades menores, mas mais engajadas, virou uma das principais estratégias do setor. É nesse movimento que a Nina Makeup passa a investir ao lançar um programa estruturado de afiliadas voltado para produção de conteúdo e geração de renda.
A iniciativa revela uma mudança de comportamento do mercado. Em vez de apostar apenas em campanhas com grandes nomes, a empresa amplia espaço para consumidoras comuns, profissionais da beleza e criadoras iniciantes que já produzem conteúdo nas redes sociais. A lógica é transformar quem já conhece os produtos em uma ponte entre a marca e novos públicos.
Programa transforma influência em comissão
Mais do que distribuir cupons, o programa tenta profissionalizar um modelo que ganhou força nos últimos anos. Cada afiliada aprovada recebe um código próprio para indicar produtos e passa a receber comissão pelas vendas geradas.
Segundo a Nina Makeup, os percentuais começam acima de 12% e podem chegar a 20% em campanhas e datas especiais. O índice coloca a remuneração entre os principais argumentos da iniciativa, especialmente para criadoras que ainda não conseguem fechar contratos publicitários recorrentes.
O processo de seleção não funciona por adesão automática. As inscrições são realizadas pela plataforma Pilea Labs, responsável também pelo rastreamento das vendas, mas cada perfil passa por avaliação antes da aprovação. Entre os requisitos básicos estão ter mais de 18 anos, morar no Brasil e já consumir produtos da marca.
Foco vai além dos grandes perfis
A seleção inclui criadoras iniciantes, nano e microinfluenciadoras, profissionais da beleza e perfis já estabelecidos. O programa também mira as chamadas Nina Lovers, consumidoras que mantêm uma relação próxima com a empresa e já divulgavam espontaneamente itens do catálogo.
A Nina Makeup reúne mais de 170 produtos e atua nacionalmente há quase dez anos. Ao estruturar essa comunidade em um programa de afiliadas, a marca passa a tratar esse conteúdo espontâneo como parte de uma estratégia de vendas e presença digital.
As participantes aprovadas poderão receber produtos para criação de conteúdo, acesso a campanhas, treinamentos, premiações e outras ações. Esses benefícios não são garantidos para todas as afiliadas e podem variar conforme o perfil, os resultados e o momento da marca.
A divulgação poderá ser feita na plataforma em que cada criadora já possui maior presença, sem exigência de uma rede social específica. A proposta é preservar o formato e a linguagem que cada participante já utiliza com seu público, em vez de impor uma comunicação padronizada.
Mercado de beleza mira comunidades menores
O avanço dos programas de afiliados acompanha uma transformação maior da economia dos criadores. Para quem ainda está construindo audiência, esse modelo passou a funcionar como uma forma de monetizar conteúdo sem depender exclusivamente de contratos com anunciantes ou da remuneração oferecida pelas próprias plataformas.
No caso da Nina Makeup, a estratégia reforça um movimento cada vez mais visível no setor de beleza: menos dependência de celebridades e mais investimento em pessoas que exercem influência por proximidade, identificação e confiança.
As interessadas podem acessar a área “Programa Nina Lover” no site oficial da Nina Makeup, que direciona para o cadastro na Pilea Labs. A entrada depende da análise individual de cada perfil.

