Em um mercado de beleza cada vez mais dominado por aplicativos, redes sociais e experiências digitais, O Boticário buscou no passado uma forma diferente de chamar atenção para suas lojas físicas. Entre 17 e 23 de agosto de 2026, a marca recuperou a raspadinha, símbolo bastante conhecido do varejo brasileiro.
A escolha dialoga com um movimento que ganhou força nos últimos anos: o uso da nostalgia como linguagem para aproximar marcas e consumidores. Referências às décadas de 1990 e 2000 voltaram a aparecer em campanhas, embalagens, colecionáveis e experiências presenciais.
Um objeto simples que atravessou gerações
Antes de aplicativos e programas de relacionamento ocuparem boa parte das campanhas promocionais, raspadinhas eram presença frequente no comércio. O formato ficou associado à curiosidade da descoberta imediata e acabou entrando na memória de diferentes gerações.
Ao recuperar esse elemento, O Boticário também acompanhou uma mudança no papel das lojas físicas. Em vez de funcionarem apenas como locais de compra, esses espaços passaram a ser usados pelas marcas como pontos de contato, experimentação e entretenimento.
Beleza também disputa atenção fora das telas
No setor de beleza, o espaço físico mantém uma importância particular. Fragrâncias, texturas e outras características sensoriais ainda dependem do contato direto, algo que o ambiente digital não consegue reproduzir completamente.
Por isso, ações presenciais ganharam uma nova função em um mercado altamente conectado: oferecer ao público situações que não terminam apenas na tela do celular e tornar a visita à loja parte da comunicação da marca.
Nostalgia ganha espaço no marketing
O retorno da raspadinha mostra como elementos aparentemente ultrapassados podem voltar com outro significado. Mais do que recuperar uma lembrança do varejo, a campanha inseriu um objeto conhecido em uma tendência maior de revisitar símbolos do passado para criar identificação no presente.
Encerrada em 23 de agosto, a ação de O Boticário se soma a uma sequência de iniciativas que mostram como a nostalgia deixou de ser apenas referência estética e passou a funcionar também como ferramenta para criar experiências no varejo.

