A Monange aproveitou a turnê “Xuxa – O Último Voo da Nave” para transformar a nostalgia ligada à apresentadora em uma estratégia de aproximação com o público. Em vez de concentrar sua presença apenas na exposição tradicional da marca, a empresa criou uma ativação inspirada em elementos reconhecidos da trajetória de Xuxa na televisão.
A iniciativa acompanhou apresentações da turnê e se inseriu em um movimento cada vez mais frequente no mercado de entretenimento: marcas deixando de ocupar apenas espaços publicitários para desenvolver ambientes que dialogam diretamente com a narrativa dos artistas e com a memória afetiva dos fãs.
Monange transformou memória da TV em experiência de marca
O principal elemento da estratégia foi a chamada “Banheira de Hidratação”, instalação que retomou uma referência visual dos programas apresentados por Xuxa durante os anos 1990.
A escolha mostra como elementos reconhecíveis da cultura pop podem funcionar como atalhos de identificação em ativações presenciais. No lugar de apresentar a marca de maneira isolada, a Monange inseriu sua comunicação dentro de uma lembrança já familiar para parte significativa do público da turnê.
Essa conexão também ajudou a aproximar duas narrativas: a proposta nostálgica do espetáculo e o histórico de associação entre Xuxa e Monange. Segundo a Coty Brasil, responsável pela marca, essa relação anterior foi um dos pontos considerados na construção da iniciativa.
Nostalgia virou ativo para a estratégia da marca
A participação na turnê ilustra uma tendência que vem ganhando espaço em shows de grande porte. Patrocinadores passaram a buscar experiências capazes de fazer parte do próprio evento, utilizando cenografia, referências culturais e interação presencial para aumentar a lembrança de marca.
No caso da Monange, a estratégia encontrou terreno especialmente favorável porque “O Último Voo da Nave” foi construído justamente sobre símbolos reconhecidos da carreira de Xuxa.
Produzido pela 30e, o espetáculo recuperou a icônica nave associada aos programas da apresentadora e reuniu referências a diferentes períodos de sua trajetória. Ao inserir sua ativação nesse contexto, a Monange deixou de atuar apenas como uma empresa associada comercialmente à turnê e passou a explorar a mesma memória afetiva utilizada pelo show.
A estratégia evidencia como marcas com algum vínculo histórico com celebridades podem recorrer a esse repertório para construir ativações mais coerentes com o evento. Nesse modelo, a nostalgia deixa de ser apenas um elemento cenográfico e passa a funcionar também como ferramenta de posicionamento e reconhecimento de marca.

