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Havaianas entra em O Diabo Veste Prada 2 e leva a moda do cinema às ruas

Parceria da Havaianas com O Diabo Veste Prada 2 transforma filme em presença urbana e conecta moda e cultura pop

Em: Portal G

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A volta de O Diabo Veste Prada aos cinemas abriu mais do que expectativa entre fãs do filme. Também reacendeu uma movimentação importante no mercado publicitário: a tentativa de marcas de se aproximarem de símbolos culturais já consolidados para ganhar relevância sem depender apenas de campanhas tradicionais.

Foi nesse cenário que a Havaianas passou a ocupar cidades como Nova York, Paris, Londres, Madri, Milão, Rio de Janeiro e São Paulo com instalações ligadas ao universo visual da continuação do longa, prevista para estrear em maio de 2026. A presença em pontos de circulação intensa, incluindo a Times Square, mostra como o espaço urbano virou parte central das estratégias de visibilidade contemporâneas.

Mais do que divulgar um produto específico, a movimentação revela uma tentativa de aproximação com códigos associados à moda, comportamento e entretenimento. Nos últimos anos, marcas de consumo passaram a investir menos em discursos puramente comerciais e mais em associações culturais capazes de gerar identificação espontânea, principalmente entre públicos acostumados a consumir referências através das redes sociais.

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A campanha “Tira o salto, vai de Havaianas” aparece nesse contexto acompanhada da coleção “Puffed”, linha inspirada em elementos acolchoados e volumes já incorporados pela estética fashion internacional. O ponto central, porém, não está apenas no produto, mas na construção de imagens e narrativas capazes de circular digitalmente sem a aparência direta de publicidade.

Em São Paulo, a ação incluiu espaços cenográficos inspirados na identidade visual do filme, reforçando uma lógica cada vez mais comum no marketing atual: transformar ambientes físicos em experiências compartilháveis. Em vez de depender exclusivamente de anúncios, marcas buscam criar cenários que funcionem como conteúdo produzido pelo próprio público.

O interesse comercial em torno da continuação do filme ajuda a explicar essa aproximação. Lançado originalmente em 2006, O Diabo Veste Prada ultrapassou US$ 300 milhões em bilheteria mundial e permaneceu relevante ao longo dos anos como referência estética ligada ao universo fashion. A permanência do filme na cultura digital, impulsionada por memes, cortes de cenas e revisitações nas redes, transformou a obra em um ativo simbólico valioso para marcas interessadas em ocupar conversas culturais já existentes.

Nesse movimento, a continuação produzida pela Disney deixa de funcionar apenas como lançamento cinematográfico e passa a operar como um grande polo de atenção coletiva. Para marcas, estar próximo desse imaginário significa acessar não apenas audiência, mas também repertório cultural, desejo estético e circulação orgânica em ambientes digitais onde publicidade explícita costuma gerar cada vez menos impacto.

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