No meio de um mercado saturado de anúncios, algumas marcas estão preferindo ouvir — e observar — de perto. É nessa lógica que a Flowers, em parceria com a Housi, decidiu ocupar um rooftop em São Paulo neste fim de semana com uma proposta que mistura comportamento, networking e bem-estar.
A iniciativa faz parte de uma agenda maior ao longo de março, que ainda inclui ativações em eventos como Rala Chão e Pagode do Toddy, além de uma colaboração com a Granado no Parque Villa-Lobos, marcada para o dia 28. Ou seja, não é uma ação isolada, mas um movimento contínuo para testar formatos mais próximos do público.
No encontro atual, o roteiro foge do básico: tem desde oficina de pintura de taças até espaços voltados ao autocuidado, passando por ambientação floral e momentos de troca entre participantes. O happy hour aparece, mas não como protagonista — a ideia é funcionar mais como pano de fundo para conexões entre mulheres. Também está previsto um talk com executivas das marcas, abordando temas como empreendedorismo e construção de marca com autenticidade.

A CEO da Flowers, Bianca Gomes, resume o movimento ao afirmar: “Estamos apostando em eventos proprietários e parcerias com marcas que tenham DNA semelhante ao nosso”.
Mais do que celebrar o Mês da Mulher, a ação revela uma mudança prática no jeito de fazer marketing: menos campanha tradicional, mais experiência vivida. Para o público, isso significa acesso a espaços de troca, aprendizado e visibilidade — algo que vai além do consumo e entra no campo da utilidade.
No fim, a pergunta que fica não é sobre o evento em si, mas sobre o padrão que ele indica: marcas estão deixando de falar sobre conexão para, de fato, criar ambientes onde ela acontece. E, para quem participa, isso pode ser uma oportunidade real de ampliar rede, repertório e presença.

