Milhões de brasileiros que já enviaram a declaração do Imposto de Renda 2026 conseguem descobrir rapidamente se houve algum problema no envio. Segundo a Receita Federal, em muitos casos o sistema processa a declaração já no dia seguinte e informa se existem divergências nos dados apresentados pelo contribuinte.
O prazo oficial para entrega começou em 23 de março e termina em 29 de maio. A expectativa da Receita é receber cerca de 44 milhões de declarações em todo o país. Até a manhã deste sábado (16), aproximadamente 24,9 milhões já tinham sido transmitidas. Em Mato Grosso do Sul, foram entregues 372.392 documentos de um total previsto de 647.829.
Como consultar a declaração
A consulta é feita pelo portal e-CAC, ambiente digital da Receita Federal. Para acessar, o contribuinte precisa ter conta gov.br nos níveis prata ou ouro. Dentro do sistema, basta entrar em “Declarações e Demonstrativos”, selecionar “Meu Imposto de Renda” e abrir a declaração de 2026 para conferir o status.
Na prática, o sistema informa se o documento foi aceito normalmente ou se existem inconsistências. Popularmente, isso é chamado de “malha fina”, embora a Receita explique que o termo correto seja apenas “pendência de processamento”.
Empresas também causaram divergências
Grande parte dos problemas acontece quando os dados enviados pelo contribuinte não batem com informações repassadas por bancos, empresas, planos de saúde ou prestadores de serviço. O detalhe curioso é que nem sempre o erro parte da pessoa que declarou. Neste ano, a própria Receita admitiu aumento nas retenções por falhas de empresas após mudanças no modelo digital que substituiu a antiga Dirf.
Se o erro estiver na declaração enviada pelo contribuinte, a recomendação é corrigir tudo por meio de uma declaração retificadora. Já quando a divergência foi causada pela fonte pagadora, o trabalhador precisa aguardar a empresa atualizar as informações enviadas ao Fisco.
Outro ponto importante é que os comprovantes só poderão ser anexados diretamente no sistema a partir de janeiro de 2027. Até lá, a Receita pretende dar tempo para empresas e instituições corrigirem dados inconsistentes nas bases federais.
Quem perder o prazo final de entrega poderá receber multa mínima de R$ 165,74, valor que pode chegar a 20% do imposto devido.
