Muita gente ainda acredita que apresentar a CIPTEA ou usar o cordão do autismo já garante passagem gratuita no transporte sobre trilhos em São Paulo. Não garante. A orientação foi reforçada pela SPTrans e pelo Governo de São Paulo em uma publicação nas redes sociais que detalha como funciona o acesso ao benefício para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Segundo o comunicado, a gratuidade é liberada apenas para quem possui o Bilhete Único Especial da Pessoa com Deficiência. O cartão é aceito no sistema de trilhos e funciona como documento oficial para validação do benefício no transporte público.
A publicação chamou atenção justamente por esclarecer uma dúvida comum entre famílias e acompanhantes de pessoas autistas. A CIPTEA, que é a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, ajuda na identificação e prioridade de atendimento, mas não substitui o Bilhete Único Especial na liberação da gratuidade.
O benefício pode ser solicitado por moradores do município de São Paulo, da Região Metropolitana, além das cidades de Campo Limpo Paulista, Várzea Paulista e Jundiaí.

Para pedir o cartão, o processo começa no portal de atendimento da SPTrans pelo endereço atendimento.sptrans.com.br. Depois do login, o usuário precisa consultar a lista de documentos e exames exigidos, que variam conforme o diagnóstico apresentado. Em seguida, é necessário baixar, imprimir e preencher o formulário de solicitação.
A campanha também ganhou repercussão por usar uma comunicação mais direta e visual, com linguagem simplificada e foco em inclusão. O material utiliza símbolos associados à conscientização do autismo e explica em poucos passos como acessar o benefício, algo que costuma gerar dúvidas principalmente entre famílias que estão iniciando o processo de documentação.
Outro ponto destacado é que o Bilhete Único Especial pode incluir acompanhante, dependendo da avaliação e das condições apresentadas na solicitação.
A orientação divulgada pelo Governo de São Paulo pede ainda que a informação seja compartilhada com familiares, cuidadores e pessoas que convivem com autistas, já que parte da população ainda desconhece as regras para conseguir a gratuidade no transporte público paulista.
