InícioNotíciasBanco Central cria limite temporário no Pix para instituições sem novo credenciamento

Banco Central cria limite temporário no Pix para instituições sem novo credenciamento

Banco Central do Brasil endurece regras para empresas ligadas ao sistema financeiro e pode limitar transferências via Pix e TED durante fase de adaptação

Em: Portal G

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Empresas que operam a infraestrutura usada por bancos e instituições financeiras para processar Pix e TED terão de seguir novas exigências do Banco Central nos próximos meses. Enquanto não forem aprovadas em um novo processo de credenciamento, operações ligadas a esses provedores poderão ficar limitadas a R$ 15 mil por transferência.

A medida faz parte de uma atualização da Resolução BCB nº 498, anunciada pelo Banco Central em janeiro deste ano. O foco da mudança está nas empresas de tecnologia que fazem a conexão entre instituições financeiras e a RSFN, a Rede do Sistema Financeiro Nacional, considerada uma das bases do sistema bancário brasileiro.

Na prática, o usuário comum continuará usando Pix e TED normalmente na maior parte dos casos. O impacto maior será sobre instituições que dependem desses provedores ainda não credenciados pelo BC. Nesses casos, transferências poderão operar com teto reduzido até a conclusão da aprovação oficial.

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O Banco Central afirma que a mudança busca aumentar o controle sobre segurança, rastreabilidade e governança das operações financeiras digitais. O órgão também quer ampliar a fiscalização sobre empresas que fornecem tecnologia ao mercado financeiro, principalmente após o crescimento acelerado do Pix nos últimos anos.

Entre as novas regras estão exigências maiores de capital social e patrimônio líquido, avaliação mais rígida sobre reputação e capacidade técnica dos administradores, reforço nos controles internos e na gestão de riscos, além de novas obrigações de comunicação ao BC.

Outra novidade envolve relatórios anuais obrigatórios sobre governança e conformidade operacional. O pacote ainda facilita processos de descredenciamento e cria medidas cautelares preventivas em situações consideradas de risco.

Inicialmente, as empresas teriam quatro meses para adaptação, mas o Banco Central ampliou o prazo para oito meses. Segundo o órgão, a extensão foi necessária para reduzir riscos operacionais e permitir uma transição mais organizada no sistema financeiro.

A discussão ganhou força porque o Pix virou um dos meios de pagamento mais usados do país desde o lançamento em 2020. Hoje, milhões de operações são realizadas diariamente, o que elevou a pressão por mecanismos extras de segurança e fiscalização nos bastidores da tecnologia bancária.

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