terça-feira, 14 abr 2026
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Cepêra aposta em sachês com frases regionais e leva hábito comum para o centro da campanha

Cepêra usa linguagem regional em sachês para se conectar com hábitos reais do consumidor brasileiro

Em: Portal G

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Guardar sachês na porta da geladeira não costuma ser uma decisão pensada — acontece. Eles chegam junto com pedidos de delivery, se acumulam aos poucos e, quando se percebe, já ocupam um espaço fixo na rotina doméstica. Em muitas casas, funcionam como uma espécie de estoque improvisado para usos futuros.

Esse comportamento, comum mas pouco discutido, aparece no centro de uma ação recente da Cepêra. Desde março, a empresa passou a incluir expressões populares brasileiras em embalagens de sachês, explorando variações de linguagem que circulam no cotidiano de diferentes regiões do país.

Mais de 7 mil pessoas participaram de uma ação online ligada à campanha, e uma parte recebeu itens relacionados ao uso desses produtos no dia a dia, como um organizador pensado para a porta da geladeira — local onde esses sachês já costumam ser armazenados de forma espontânea.

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Mão segurando cinco sachês de condimentos da marca Cepêra, cada um com uma cor diferente e frases curtas utilizando gírias regionais brasileiras.
@su.indicaounaoindica — Foto: Divulgação

O pano de fundo ajuda a entender o contexto. Com o avanço do delivery, especialmente nos últimos anos, os sachês deixaram de ser consumidos apenas fora de casa e passaram a circular com mais frequência dentro das residências. Diferente de outros descartáveis, eles raramente são jogados fora imediatamente, o que contribui para esse acúmulo quase automático.

Há também um aspecto cultural nesse hábito. Guardar pequenas quantidades “para depois” faz parte de uma lógica doméstica bastante presente no Brasil, associada tanto à praticidade quanto à tentativa de evitar desperdício. Nesse cenário, objetos simples acabam ganhando funções além daquelas para as quais foram pensados.

Ao usar expressões regionais nas embalagens, a ação se conecta a esse repertório já existente, sem depender da criação de um novo comportamento. O foco recai menos sobre o produto em si e mais sobre o contexto em que ele circula.

No fim, o episódio revela um tipo de movimento cada vez mais frequente: observar hábitos comuns, muitas vezes ignorados, e transformá-los em ponto de partida para comunicação. Quando isso acontece, o destaque deixa de ser a novidade e passa a ser o reconhecimento — aquele momento em que o leitor percebe que já fazia parte da história antes mesmo dela virar notícia.

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