sábado, 21 mar 2026
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Bradesco no Lolla 2026: menos banco, mais curadoria e pertencimento

No sétimo ano como patrocinador máster, Bradesco aposta em gamificação e brindes escolhidos pelo público para transformar o festival em experiência de pertencimento

Em: Portal G

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O Lollapalooza Brasil sempre foi um território fértil para ativações de marca, mas nos últimos anos o que se vê é uma disputa silenciosa entre patrocinadores para ver quem vai além do simples estande instagramável. Enquanto gigantes como Coca-Cola e Heineken apostam em estruturas imponentes com foco em experiência sensorial e consumo, o Bradesco — no sétimo ano como patrocinador máster — escolheu um caminho diferente: transformar o público de espectador para coautor da própria experiência.

Conforme antecipado pelo banco para a edição de 2026, a estrutura de 200 m² montada em parceria com a VOE, do Grupo 4ZERO4, foi planejada para transformar o Espaço Bradesco — localizado próximo ao palco Alternativo, no coração do Autódromo de Interlagos — em um ponto onde o público não apenas passa, mas participa ativamente da construção da experiência.

Enquanto a maioria das ativações ainda gira em torno de cabines instagramáveis, o espaço aposta em dinâmicas que misturam gamificação e recompensas físicas. É o caso do “Bra Coffee”, onde os participantes acumulam a moeda local “Brad$” ao participar de atividades lúdicas e trocam os créditos por cafés, pochetes e outros itens. Em tempos de festival com ingressos cada vez mais salgados, a lógica de “quanto mais você interage, mais leva” funciona quase como uma economia paralela dentro de Interlagos.

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“A ideia foi criar um ambiente onde a participação ativa gera valor tangível. O público não só consome, mas dita o ritmo da própria experiência”, explica a VOE, responsável pela criação do espaço.

Conjunto de brindes promocionais do Bradesco para o Lollapalooza, incluindo chaveiros temáticos (tênis, carinha sorridente, óculos, violão, bota e alienígena), chapéu bucket vermelho, capa de chuva e um suporte de fivela para prender jaquetas em bolsas.
— Foto: Divulgação

A estratégia de pertencimento também aparece na curadoria dos brindes. Diferente do modelo tradicional em que a marca define o que distribui, os seis modelos de squeezes colecionáveis foram escolhidos pelos próprios fãs em votação nas redes sociais em setembro do ano passado. É um movimento que inverte a lógica de imposição e dá ao público a sensação de coautoria — algo que, no universo de festivais, pesa tanto quanto a escalação do lineup.

Além das squeezes, o espaço distribui itens com apelo funcional direto: buckets, leques, chaveiros, pochetes e porta-jaquetas — um portfólio focado na funcionalidade para as condições do festival, que em março alterna sol intenso e queda de temperatura à noite.

Completam a experiência o “Faça seu Mix”, onde o público cria capas de álbum personalizadas, e o “Tempo Challenge”, inspirado na trend de Whitney Houston que viralizou nos últimos meses. Oito estações de hidratação gratuita espalhadas pelo Autódromo também entram como contraponto à lógica de consumo excessivo dentro do festival.

O que o Bradesco faz ali, na prática, é ocupar um território que antes era dominado apenas por marcas de bebida ou moda. A aposta não é vender serviço bancário, mas construir uma presença que se confunde com a própria logística de conforto do público. E, pelo menos dentro dos 200 m² do Espaço Bradesco (acesso livre para todos os portadores de ingresso), funciona: quem sai com uma squeeze votada por ele mesmo e um café pago com moeda de interação leva menos um brinde e mais um argumento de pertencimento.

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