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Alice no País das Maravilhas inspira encontro gratuito sobre arte, matemática e psicologia em SP

O universo criado por Lewis Carroll ganha novas leituras em uma conversa gratuita que atravessa artes visuais, lógica, identidade e imaginação

Em: Portal G

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Mais de 150 anos depois de aparecer pela primeira vez na literatura, Alice continua escapando das páginas de Lewis Carroll. Desta vez, o universo da personagem serve de ponto de partida para uma conversa que cruza artes visuais, psicologia e matemática no Centro Cultural São Paulo (CCSP).

A palestra “Maravilhas de Alice” acontece em 13 de setembro, às 17h, no Piso Caio Graco. O encontro parte menos de uma releitura convencional da história e mais de uma pergunta curiosa: por que um livro do século XIX ainda funciona como combustível para artistas, pesquisadores e diferentes formas de imaginar o mundo?

O tema ganha força justamente porque Lewis Carroll nunca esteve restrito à literatura. Matemático e fotógrafo, o autor construiu uma obra marcada por jogos de lógica, paradoxos, mudanças de escala, identidade e linguagem — elementos que ajudaram Alice a se tornar uma das personagens mais reinterpretadas da cultura popular.

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Da sequência de Fibonacci ao País das Maravilhas

Um dos participantes é Antonio Peticov, artista visual com mais de seis décadas de trajetória. Seu trabalho atravessa pintura, escultura, instalações e intervenções urbanas, com interesse recorrente por geometria, Seção Áurea, sequência de Fibonacci, música e sistemas simbólicos.

A artista visual, ilustradora e escritora Adriana Peliano leva outro caminho para a conversa. Sua produção mantém diálogo prolongado com Lewis Carroll e com o imaginário de Alice, que aparece em colagens, livros, fotografias, instalações, vídeos e trabalhos envolvendo inteligência artificial.

O lado psicológico fica por conta de Irene Gaeta, doutora em Psicologia Clínica pela PUC-SP, que utiliza figuras e situações do País das Maravilhas para discutir temas como identidade, metamorfose, tempo e imaginação. Já Antonio José Lopes, o Bigode, aproxima o clássico do raciocínio lógico e da matemática recreativa.

A composição do encontro ajuda a explicar a longevidade de Alice: a personagem deixou de pertencer apenas à literatura infantil e virou uma espécie de linguagem cultural, capaz de atravessar cinema, moda, arte contemporânea, ciência e até discussões sobre inteligência artificial.

“Maravilhas de Alice — Lewis Carroll e a criação do imaginário contemporâneo” tem classificação livre e entrada gratuita, sujeita à lotação do espaço. A palestra será realizada no domingo, 13 de setembro, às 17h, no Piso Caio Graco, no Centro Cultural São Paulo.

É uma toca do coelho com entradas bem menos óbvias do que a história original fazia imaginar.

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Rafha Costa
Rafha Costahttps://portalg.com.br
Jornalista, social media e obcecado por cultura pop.

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