A presença da Prefeitura de São Paulo na Bienal Internacional do Livro ganha um recorte que vai além da circulação de exemplares. Entre 4 e 13 de setembro, o projeto De Mão em Mão coloca novamente em circulação obras ligadas a três mulheres que ajudaram a abrir espaço para escritoras negras na literatura brasileira.
Os títulos escolhidos recuperam textos de Maria Firmina dos Reis, considerada a primeira romancista negra do Brasil, além de obras de Júlia Lopes de Almeida e Adelina Lopes Vieira. A distribuição será gratuita no estande da Prefeitura, condicionada à disponibilidade diária dos exemplares.
No caso de Maria Firmina, entram na seleção Da Resistência à Liberdade e Do Onírico ao Silêncio. O terceiro livro, Adelina, Júlia e o Jardim Encantado, aproxima as trajetórias de Adelina Lopes Vieira e Júlia Lopes de Almeida. A escolha transforma a distribuição em uma pequena redescoberta de autoras que durante décadas ocuparam menos espaço no cânone literário do que sua produção justificaria.
O movimento também conversa com os 90 anos do Sistema Municipal de Bibliotecas de São Paulo. Criado em 2011, o De Mão em Mão trabalha com uma ideia pouco convencional para o mercado editorial: os livros circulam gratuitamente, sem necessidade de cadastro ou devolução.
Literatura negra também entra na conversa
A programação começa em 4 de setembro com a mesa “Fomento à Leitura e Protagonismo Negro nas Redes”, das 11h às 13h, no estande B88. O encontro reúne Maria Ferreira, do Impressões de Maria, Lorraine Fortunato, do Afroliterária, e Mira Peco, do MiraReadingMaps.
A distribuição dos livros segue durante a Bienal, de 4 a 13 de setembro, no estande da Prefeitura de São Paulo, respeitando o estoque disponível a cada dia e as regras de acesso ao evento. Para quem costuma associar feira literária principalmente aos grandes lançamentos comerciais, a ação coloca outro assunto no corredor: quais autores o público brasileiro ainda precisa redescobrir?
Fonte: Canais Oficiais da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa

