Antes de os portões do Distrito Anhembi receberem o público, a Bienal Internacional do Livro de São Paulo já começou a circular pela cidade. Desde 26 de agosto, passageiros da Linha 9-Esmeralda podem encontrar uma composição bem diferente no trajeto: oito vagões foram completamente envelopados com ilustrações e cores ligadas à 28ª edição do evento.
O resultado coloca a literatura em um espaço onde normalmente predominam deslocamentos de trabalho, estudo e compromissos cotidianos. Em vez de limitar a comunicação aos arredores do evento, o trem leva a identidade da Bienal por diferentes pontos de São Paulo enquanto segue normalmente a operação da linha.
Batizada nesta edição com o conceito “Um Festival de Emoções”, a comunicação aparece distribuída pela composição e transforma os oito vagões em uma espécie de painel itinerante. A circulação está prevista até 15 de setembro, portanto continuará por dois dias depois do encerramento da programação literária.
A escolha do transporte público também chama atenção pela escala. Uma composição envelopada não permanece presa a um único endereço: atravessa bairros, estações e paisagens urbanas ao longo do dia, colocando o evento diante de passageiros que podem ou não acompanhar habitualmente o circuito literário da capital.
Uma Bienal de grandes números
O trem antecipa uma edição que ocupará o Distrito Anhembi entre 4 e 13 de setembro. A programação prevista reúne 269 expositores, 350 autores brasileiros e estrangeiros e 3.450 horas de atividades.
A expectativa da organização é superar a marca de 700 mil visitantes durante os dez dias de evento, dimensão que ajuda a explicar por que a Bienal começou a disputar atenção fora dos pavilhões antes mesmo da abertura.
Enquanto os livros ainda não tomam o Anhembi, a Bienal já está literalmente atravessando São Paulo sobre trilhos.

