Enquanto muita marca tenta resolver tudo com post patrocinado e vídeo curto, a FYS decidiu voltar para um território mais antigo — e ainda bastante eficiente em várias cidades: o rádio local.
Entre maio e junho, a marca de refrigerantes do Grupo HEINEKEN retomou a Blitz FYS em capitais como São Paulo, Salvador, Belo Horizonte, Recife, Florianópolis e Porto Alegre. A ação ocupou supermercados com jogos rápidos, degustação, brindes e interação com consumidores no meio da rotina de compras.
A ideia era simples: transformar uma ida comum ao varejo em uma pausa inesperada. Em vez de apenas colocar o produto na gôndola, a marca levou promotores, desafios e chamadas feitas por emissoras regionais.
Rádio voltou ao centro da estratégia
A campanha foi realizada em parceria com rádios locais, incluindo Metropolitana, GFM, BH FM, Clube FM e Atlântida FM. As emissoras divulgaram datas, horários e locais das ações ao longo da programação.
Além das ativações nos pontos de venda, a FYS também patrocinou programas de humor das rádios participantes. O movimento chama atenção porque mostra que o rádio segue relevante para marcas que querem falar com públicos locais, especialmente durante deslocamentos, trabalho e rotina urbana.
É uma escolha menos óbvia do que apostar apenas em redes sociais, mas faz sentido quando a campanha depende de presença física em supermercados específicos.

Supermercado virou ponto de entretenimento rápido
Nos pontos de venda, consumidores eram convidados a participar de desafios, jogos de palavras e brincadeiras ligadas ao nome da marca. Também houve distribuição de brindes e degustação de refrigerantes FYS durante as atividades.
As ações passaram por unidades selecionadas de redes como Assaí, Mambo, Sonda, Mart Minas e Grupo Mateus. Por algumas horas, o supermercado deixou de ser apenas lugar de compra e virou espaço de ativação presencial.
Esse tipo de ação foge um pouco da demonstração tradicional de produto. A lógica não é só provar o refrigerante, mas criar uma pequena interrupção no percurso do consumidor dentro da loja.
Cada cidade teve uma duração diferente
O tempo das ativações variou conforme a praça. Em São Paulo, as blitzes duraram três horas. Salvador e Recife receberam ações de duas horas.
Já Belo Horizonte, Florianópolis e Porto Alegre tiveram atividades com uma hora e meia de duração. A diferença mostra como a campanha foi ajustada ao funcionamento de cada cidade e à dinâmica das emissoras parceiras.
Segundo Natália Urnikes, gerente sênior de Trade Marketing OFF-Premise do Grupo HEINEKEN, a parceria com rádios locais buscou ampliar a presença da FYS no cotidiano do consumidor por meio de experiências ao vivo, e não apenas por comunicação tradicional.
Marca tenta disputar atenção fora da tela
A Blitz FYS mostra um movimento interessante no varejo: marcas tentando recuperar o valor da experiência presencial em um mercado saturado de estímulos digitais.
O supermercado, nesse caso, vira palco. O rádio funciona como chamada. E o brinde entra como desculpa para fazer o consumidor parar por alguns minutos.
No fim, a FYS apostou em uma fórmula que parece simples, mas ainda funciona: falar com a cidade pela rádio e aparecer onde a compra acontece. Pode não ter o brilho de uma trend viral, mas talvez justamente por isso consiga encontrar o público no meio da vida real.

