segunda-feira, 20 abr 2026
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Valentino Beauty aparece em shopping com gelatos e sinaliza nova disputa por atenção no varejo físico

Valentino Beauty aposta em experiência sensorial com gelatos para atrair público em shopping

Em: Portal G

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Uma ação recente realizada no BarraShopping, na zona oeste do Rio de Janeiro, até o dia 25 de abril, expõe uma mudança mais ampla no varejo: marcas têm recorrido a experiências sensoriais para disputar atenção em ambientes de alta circulação. No caso, a Valentino Beauty combina teste de fragrâncias com consumo de gelato, inserindo a perfumaria em um formato pouco convencional.

A ativação conduz o visitante por uma sequência que conecta cheiro e sabor. Após experimentar fragrâncias, o público recebe um gelato inspirado nas mesmas notas olfativas, criando associação entre memória sensorial e produto.

Embora chame atenção, a iniciativa não ocorre de forma isolada. Empresas de diferentes segmentos vêm adotando estratégias semelhantes para aumentar permanência e engajamento em pontos físicos. A Nespresso, por exemplo, ampliou o uso de degustações como elemento central de experiência em lojas. Já a Glossier estruturou espaços com foco em interação livre e experimentação. No segmento de luxo, movimentos da Prada e da Gucci incluem a incorporação de cafeterias e ambientes híbridos como extensão da marca.

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Fileiras de cadeados de latão pintados de lilás fosco pendurados em um rack de metal preto em arco. Cada cadeado tem a inscrição gravada "VALENTINO BEAUTY". O fundo é uma grade de arame azul-púrpura borrada.
— Foto: Divulgação

Esse conjunto de práticas aponta para uma mudança operacional: o ponto físico deixa de ser apenas um local de transação e passa a funcionar como ambiente de estímulo e permanência. Em shopping centers, onde múltiplos estímulos competem simultaneamente, a introdução de elementos inesperados — como alimentos em contextos não gastronômicos — atua como mecanismo de interrupção de rotina.

Uma vista angular do estande da Valentino no shopping. À esquerda, uma das instalações de garrafas de perfume exageradas feitas de cadeados lilases. No centro-esquerda, um display de malha de arame roxa contém prateleiras com várias garrafas de perfume e uma instalação geométrica em V-Studs rosa e roxo. À direita, um quiosque de servir separado e modular, de cor lilás suave, com o logotipo "V" branco da Valentino e a inscrição "VALENTINO" no dossel superior branco. Dois panfletos de menu estão no balcão. Um grande pôster borrado de um homem de camisa preta está em segundo plano. O chão é o carpete azul cobalto.
— Foto: Divulgação

Ao adotar formatos abertos e gratuitos, iniciativas desse tipo também ampliam o alcance para além do público habitual de determinadas categorias, incorporando visitantes sem intenção prévia de compra. Isso reposiciona a função do espaço físico, que passa a operar também como ponto de experimentação e captura de atenção.

Para o consumidor, a experiência se insere de forma incidental no percurso pelo shopping. Para o mercado, o caso reforça uma disputa crescente: mais do que vender diretamente, marcas tentam garantir alguns minutos de envolvimento em um ambiente onde o tempo se tornou um ativo estratégico.

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