Se você já passou horas em uma cafeteria abrindo o notebook sem sentir pressa, prepare-se: a Starbucks Brasil oficializou esse hábito com o lançamento do Café Coado Refil. A partir de 18 de março, quem compra a bebida na caneca de cerâmica (a partir de R$ 9,90) pode repor quantas doses quiser enquanto permanecer na loja — chá quente também entra na mesma lógica. A novidade deixa claro que, mais do que vender café, a rede está vendendo tempo de ocupação.
O mecanismo é simples: apresenta a nota fiscal do primeiro pedido, utiliza a mesma caneca e permanece no espaço. Ao colocar limites apenas para quem sai da loja, a Starbucks formaliza uma prática que já existia: transformar unidades em escritórios improvisados, salas de estudo ou pontos de espera. “A ideia é transformar um hábito consolidado em um benefício legítimo”, explica Filipe Reis, head de marketing da operação no país.
Excetuando-se aeroportos, todas as lojas aderem à medida. Em um cenário de jornadas híbridas e horários fragmentados, a estratégia foge do modelo de fast food, valorizando a ocupação do espaço urbano como um ativo de consumo. A campanha recorre a nomes como Chico Barney e Marcela Ceribelli justamente para ilustrar essa rotina híbrida entre trabalho, lazer e deslocamento.
Para os consumidores, o impacto é direto: uma única compra sustenta horas de permanência, alterando a percepção de custo-benefício. Para a marca, a aposta está no aumento da frequência, no vínculo com clientes e na movimentação em horários de menor fluxo.
A iniciativa chega acompanhada de novidades de cardápio, como Strate Frappuccino®, Cookies & Cream Frappuccino® e Iced Shaken Espresso, mas o foco da medida vai além das bebidas: é a permanência que se transforma em proposta de valor. Enquanto muitas redes monitoram o tempo médio das mesas, a Starbucks aposta em torná-lo vantagem declarada. O resultado? Um modelo que pode influenciar o mercado sobre como pensar espaço, consumo e experiência urbana sem pressa.
