A Prefeitura de São Paulo decidiu transformar a capital em um grande jogo interativo inspirado na Turma da Mônica — e a proposta já começou a movimentar moradores, turistas e fãs dos personagens pelas ruas da cidade.
A ação “Caça às Estátuas do Paulistinha” espalhou 91 estátuas em diferentes pontos da capital paulista e criou uma dinâmica que mistura passeio urbano, aplicativo, missões e ranking com recompensas.
Na prática, a cidade virou uma espécie de mapa colecionável em tamanho real. Quem participa precisa localizar as esculturas, tirar fotos, responder perguntas e acumular pontos dentro da plataforma oficial da campanha.
O detalhe que mais chamou atenção é que os participantes com melhor desempenho podem levar prêmios ligados ao universo dos quadrinhos de Mauricio de Sousa.
O projeto aposta justamente no que mais funciona nas redes atualmente: transformar experiência presencial em conteúdo compartilhável. As estátuas estão espalhadas por regiões estratégicas de São Paulo e a proposta incentiva o público a explorar bairros, parques e avenidas enquanto procura personagens clássicos da MSP.

Segundo as regras divulgadas pela organização, o participante precisa fazer login com informações atualizadas, acessar o mapa da cidade pelo aplicativo oficial e ir fisicamente até os pontos indicados.
Para validar a captura, é necessário estar próximo da estátua. A plataforma exige compartilhamento de localização com distância mínima de cerca de 50 metros.
Depois disso, o usuário ainda precisa tirar uma foto para confirmar a visita e desbloquear pontos no ranking. Em algumas etapas, o sistema libera perguntas-surpresa e missões extras que aumentam ainda mais a pontuação.

Outro ponto que virou assunto é a premiação. O ranking prevê recompensas para quem atingir altas pontuações. Entre os itens divulgados aparecem produtos da Panini Comics e materiais ligados ao acervo de Mauricio de Sousa.
Para concorrer, a pontuação mínima começa em 1.500 pontos, mas os prêmios principais exigem marcas bem maiores dentro do sistema.
A campanha também ganhou repercussão porque mistura elementos de gamificação com ocupação cultural da cidade. Em vez de uma exposição estática, a ideia foi transformar São Paulo em um circuito vivo de caça ao personagem.
O resultado é um movimento que lembra fenômenos como Pokémon GO, mas adaptado ao universo brasileiro dos quadrinhos.
Nas redes sociais, o projeto rapidamente dividiu opiniões. Enquanto muita gente elogiou a ideia de incentivar passeios pela cidade e interação cultural, outros usuários levantaram preocupações sobre segurança, vandalismo e localização de algumas estátuas no mapa.
Mesmo assim, a ação conseguiu algo raro: fazer pessoas olharem para a cidade como um espaço de descoberta outra vez.
E num momento em que experiências urbanas parecem cada vez mais previsíveis, transformar São Paulo em um jogo talvez tenha sido a forma mais eficiente de chamar atenção do público.

