Durante a última temporada de álbuns da Copa do Mundo, parques e espaços públicos voltaram a ser ocupados por colecionadores em busca das figurinhas mais difíceis. Em São Paulo, o movimento ganhou força no Parque Villa-Lobos, que reuniu jovens, famílias e grupos de amigos em rodas improvisadas de troca ao longo de maio e julho.
A cena chamou atenção porque mostrou como o hábito saiu das bancas e das escolas para ocupar áreas de lazer das grandes cidades. Em vez de depender apenas de grupos online, muita gente passou a procurar encontros presenciais para negociar cromos repetidos e acelerar o preenchimento do álbum. O ambiente informal acabou virando parte da experiência da Copa fora dos estádios.
O crescimento desse tipo de encontro também refletiu o tamanho do mercado criado em torno das figurinhas. Além da movimentação nos parques, aumentou a procura por pacotes em mercados, aplicativos e plataformas digitais. Empresas passaram a observar esse comportamento como um fenômeno cultural recorrente em períodos de torneio internacional.
No caso do Villa-Lobos, o grande fluxo de visitantes nos fins de semana ajudou a consolidar o parque como um dos principais pontos espontâneos de troca na capital paulista. Entre pilhas de repetidas e negociações rápidas, a tradição mostrou mais uma vez como os álbuns continuam funcionando como um raro motivo capaz de aproximar desconhecidos em espaços públicos.

