Quem passa pelos pontos de atendimento ao turista em Belo Horizonte pode sair com mais do que informação: também leva um cartão-postal pronto para ganhar o mundo. A ação da Belotur distribui novas peças da cidade que, depois de escritas, são enviadas para qualquer destino no Brasil ou no exterior.
A nova remessa reúne 16 mil unidades divididas em 13 modelos diferentes. As imagens percorrem alguns dos cenários mais reconhecidos da capital mineira, como a Casa do Baile, a Igrejinha da Pampulha, o Mercado Central, a Praça da Estação e o Mirante do Acaiaca, além de referências a eventos populares, como o Carnaval e o Arraial de Belô. A gastronomia também aparece como elemento central, com registros de espaços e ruas associadas à experiência culinária local.
Os cartões estão disponíveis em três Centros de Atendimento ao Turista: CAT Veveco (Avenida Otacílio Negrão de Lima, 855, São Luiz), CAT Sede Belotur (Rua Espírito Santo, 527, Centro) e CAT Mercado das Flores (Avenida Afonso Pena, 1055, Centro). No local, qualquer pessoa pode escrever uma mensagem, preencher o endereço e deixar o envio sob responsabilidade da organização, que encaminha o material pelos Correios.

Há um detalhe funcional que amplia o uso do cartão: no verso, além do espaço para dedicatória, o material traz pequenas descrições dos pontos retratados. Isso faz com que ele funcione também como um microguia turístico para quem recebe, especialmente fora de Minas Gerais ou do país.
O projeto não é novo. Criado em 2008, ganhou escala durante a Copa do Mundo de 2014, quando Belo Horizonte enviou cerca de 14,5 mil postais para mais de 90 países. Nos dois últimos anos, mais de 2 mil unidades já foram encaminhadas para destinos em todos os continentes.
Nesta etapa, a produção dos cartões não gerou custo direto para o município. O material foi viabilizado como contrapartida do edital Belo Horizonte Cidade dos Eventos, voltado ao incentivo de iniciativas com potencial turístico.
Na prática, a estratégia combina memória afetiva e divulgação territorial: enquanto quem escreve compartilha uma experiência pessoal, quem recebe tem contato direto com imagens, informações e símbolos da cidade.
