A disputa por atenção durante a Copa de 2026 ganhou mais um capítulo curioso em São Paulo. Em vez de sorteio, cadastro complicado ou compra mínima, o Banco do Brasil resolveu apostar em algo mais simples: o volume da torcida. Literalmente.
No Shopping Cidade São Paulo, na Avenida Paulista, a marca instalou a chamada “Cabine do Grito”, uma ativação que entrega álbum oficial da Copa do Mundo de 2026 e pacotes de figurinhas gratuitos para quem topar entrar no espaço e soltar um “gol” em voz alta.
A ação rapidamente começou a circular em vídeos nas redes sociais, principalmente porque mistura dois elementos que sempre funcionam perto de Mundial: nostalgia de álbum da Panini e experiência interativa para gerar fila, gravação e compartilhamento.
O álbum da Copa virou objeto de disputa
O álbum oficial da Copa de 2026 já vinha chamando atenção antes mesmo da ativação. A coleção da Panini é considerada a maior da história do torneio, acompanhando a expansão do campeonato para 48 seleções e quase mil cromos.
Com isso, o item voltou a ocupar um espaço curioso na cultura pop brasileira. Não é mais só um produto infantil. Virou peça de coleção, assunto de rede social e até símbolo de status entre fãs que querem completar páginas raras antes dos outros.
O Banco do Brasil percebeu esse movimento e encaixou a campanha justamente no ponto mais emocional da experiência: a reação exagerada de torcida que normalmente acontece na frente da TV.
A Copa virou experiência física em shopping

A ativação acontece no Shopping Cidade São Paulo, próximo à estação Trianon-MASP, e também conta com espaço para fotos e troca de figurinhas. O funcionamento vai até o dia 3 de julho, das 10h às 18h.
O curioso é como marcas e shoppings passaram a tratar eventos assim quase como atrações temporárias de entretenimento. O objetivo já não parece ser apenas distribuir brindes, mas criar cenas que as pessoas queiram gravar e publicar espontaneamente.
E, nesse caso, o gatilho é simples: quem nunca gritou gol alto demais vendo jogo decisivo?
No fim, o álbum continua sendo o verdadeiro protagonista da Copa fora de campo. A diferença é que agora ele também virou ferramenta de marketing ao vivo, fila em shopping e conteúdo para TikTok e Instagram. A pergunta é: até onde vai essa corrida das marcas para transformar nostalgia em experiência viral?

