A Bienal do Livro de São Paulo já não quer ser apenas uma sequência de corredores cheios de livros. Em 2026, o evento amplia a mistura entre literatura, cultura pop e experiências presenciais — e é nesse cenário que a Faber-Castell prepara uma instalação baseada em uma pergunta simples: por que o mundo adulto ficou tão sem cor?
A experiência integra a participação da marca na 28ª edição da Bienal, que acontece de 4 a 13 de setembro, no Distrito Anhembi, e deve receber mais de 700 mil pessoas. Com 269 expositores e 11 espaços culturais, a feira cresceu e assumiu uma linguagem cada vez mais próxima à dos grandes festivais culturais.
Esse movimento ajuda a explicar por que marcas passaram a ocupar a Bienal com instalações, cenários e experiências que vão além do livro. Em 2026, a área do evento cresceu 28%, reforçando uma transformação visível: a feira também virou território de entretenimento, cultura pop e disputa pela atenção do público.
A Faber-Castell entra nesse cenário pelo caminho da nostalgia. Sua nova campanha imagina uma cidade dominada por cinza, preto e branco até que desenhos infantis começam a devolver cor à paisagem. O conceito parte de um estudo do Science Museum Group segundo o qual mais de 60% dos objetos fabricados atualmente são monocromáticos.
Na Bienal, essa ideia sai das telas e vira uma experiência imersiva em torno das cores e da criatividade, marcando o segundo ano consecutivo da Faber-Castell como expositora.
Uma lembrança dos anos 1980
Há ainda uma memória cultural brasileira por trás desse retorno às cores. A nova música “Mundo de Cores”, interpretada por Jota.pê e Bruna Black, do duo ÁVUÁ, chega mais de quatro décadas depois de “Aquarela”, canção que ficou fortemente associada à publicidade da Faber-Castell nos anos 1980.
O curioso é que a ativação aparece justamente quando a Bienal passa a se comportar menos como uma feira tradicional e mais como um grande passeio cultural. Entre livros, personagens, instalações e experiências de marcas, a edição de 2026 mostra que a leitura continua no centro — mas o universo ao redor dela ficou bem maior.

