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Oreo e BTS: Como um biscoito virou o novo item de desejo da Geração Z no Brasil

Edição limitada aposta no fandom, em embalagens especiais e no apelo da cultura pop coreana

Em: Portal G

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Durante anos, marcas correram atrás de celebridades para vender produto. A Oreo resolveu fazer outra coisa: transformar fandom em linguagem oficial de campanha. A nova edição limitada criada com o BTS chega ao Brasil carregando muito mais do que embalagem temática ou biscoito colorido.

A marca está tentando ocupar um espaço cultural que poucas gigantes do varejo conseguem sustentar por muito tempo: o da conversa diária da internet.

A collab global entre Oreo e BTS envolve mais de 80 mercados e desembarca no país com um sabor inspirado no hotteok, sobremesa tradicional da Coreia do Sul recheada com açúcar mascavo. É o tipo de lançamento pensado para circular entre TikTok, vídeos de unboxing, colecionadores e fãs que transformam qualquer detalhe em item de disputa online.

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O curioso é que a Oreo não esconde mais o jogo. A campanha assume que quer se aproximar da Geração Z usando cultura pop asiática como ponte emocional. E funciona. Pode soar exagerado para quem olha de fora, mas poucas comunidades digitais hoje mobilizam consumo com a força do ARMY.

Biscoitos viram item de fandom

Biscoitos roxos da edição Oreo BTS exibem símbolos, frases e referências ao fandom do grupo sul-coreano.
Biscoitos roxos da edição Oreo BTS – Imagem Reprodução

A edição especial traz 13 relevos exclusivos desenhados pelos próprios integrantes do BTS, incluindo nomes dos membros, símbolos ligados ao grupo e referências ao lightstick oficial da banda. As embalagens também foram estilizadas para homenagear mercados de rua sul-coreanos.

Esse tipo de detalhe parece pequeno até o momento em que fãs começam a procurar versões específicas dos biscoitos como se fossem cartas raras. A indústria alimentícia percebeu rápido que colecionismo hoje gera mais engajamento do que propaganda tradicional de TV.

Fernando Guillemin, gerente de Marketing de Oreo na Mondelēz Brasil, afirmou que a marca busca “criar experiências que despertem emoção, participação e aproximação com diferentes comunidades de fãs”. Traduzindo: não basta vender o produto. A meta agora é entrar no feed, virar assunto e sobreviver ao algoritmo.

QR Code, redes sociais e mídia urbana

Integrantes do BTS aparecem ao redor de um biscoito Oreo em imagem promocional da colaboração global.
Integrantes do BTS aparecem ao redor de um biscoito Oreo – Imagem Reprodução

No Brasil, a campanha ganha desdobramentos interativos com a ação “A maior love letter do mundo”. Por meio de QR Codes nas embalagens e conteúdos nas redes sociais da marca, fãs podem enviar mensagens para o grupo. Parte dessas ativações será exibida em painéis de mídia OOH na cidade de São Paulo.

É uma movimentação interessante porque mostra como as marcas abandonaram de vez a ideia de publicidade silenciosa. Hoje, produto precisa virar experiência compartilhável. Se não rende story, vídeo ou comentário, praticamente desaparece.

No fim, talvez o mais impressionante dessa parceria nem seja o BTS estampando Oreo. É perceber como um simples pacote de biscoito virou ferramenta de disputa cultural entre marcas que querem desesperadamente parecer relevantes para a internet de 2026.

Rafha Costa
Rafha Costahttps://portalg.com.br
Rafha Costa é editor do Portal G e cobre entretenimento, cultura pop, campanhas de marca, ativações, experiências digitais e comportamento de consumo no Brasil.

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