A discussão sobre mobilidade limpa ganhou um novo capítulo com a decisão da 99 de ampliar a presença de carros elétricos no transporte por aplicativo. A empresa pretende expandir a frota dos atuais 485 veículos para mais de 1.000 unidades em circulação no país no prazo de até um ano.
O anúncio ocorreu durante o balanço de um ano da Aliança pela Mobilidade Sustentável, grupo coordenado pela própria 99 e formado por 11 empresas dos setores automotivo, energético e de locação. Entre elas estão BYD, Movida, Raízen e Unidas. Segundo os dados divulgados, as companhias direcionaram cerca de R$ 35 milhões para projetos ligados à mobilidade de baixo carbono no primeiro ano da iniciativa.
Embora a meta inicial previsse 300 veículos elétricos, o número chegou a 485 carros ativos na plataforma. De acordo com a empresa, esses veículos já realizaram mais de 75 mil corridas e atenderam mais de 110 mil passageiros.
Neste momento, a operação está concentrada em São Paulo, utilizada como laboratório para testar a viabilidade operacional e econômica do modelo antes de uma possível expansão para outras cidades brasileiras.
A movimentação faz parte de uma disputa mais ampla entre empresas de mobilidade, montadoras e companhias de energia para ocupar espaço no mercado de transporte urbano sustentável. O crescimento dos carros elétricos em aplicativos depende não apenas da adesão dos motoristas, mas também da ampliação da infraestrutura de recarga e da redução dos custos operacionais desses veículos.
A aliança prevê aumentar a rede pública de carregamento para cerca de 10 mil pontos no Brasil até 2025, frente aos aproximadamente 1.500 existentes atualmente. O grupo também trabalha com a meta de elevar a participação de veículos elétricos nas vendas de carros novos no país para 10% até 2025, acima do patamar atual estimado em torno de 2%.
Na prática, o avanço dos elétricos nos aplicativos ainda acontece de forma gradual e concentrada em grandes centros urbanos. Para o consumidor, a mudança aparece mais na experiência da viagem — com veículos mais silenciosos e menor emissão de poluentes — do que necessariamente em preço ou disponibilidade ampla no curto prazo.

