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Fusca vira peça de arte flutuante em exposição do Masp que desmonta até a ideia de progresso

Volkswagen ganha destaque no Masp em instalação que transforma um Fusca suspenso em reflexão sobre consumo e modernidade

Em: Portal G

Quem entrar no prédio do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand nos próximos dias vai dar de cara com um Fusca literalmente desmontado no ar. A cena faz parte de “Cosmic Thing”, obra do artista mexicano Damián Ortega que estreia no Brasil dentro da mostra “Damián Ortega: Matéria e Energia”, aberta ao público a partir de 15 de maio.

O carro usado na instalação é um Volkswagen Fusca de 1989 separado peça por peça e suspenso no espaço como se tivesse explodido em câmera lenta. O trabalho ficou conhecido internacionalmente por transformar um dos automóveis mais populares do Brasil e do México em uma espécie de raio-x social sobre consumo, modernização e a ideia de ascensão econômica ligada aos carros populares.

A exposição marca a primeira grande retrospectiva de Ortega na América do Sul e reúne 35 obras produzidas ao longo de três décadas. Fotografias, vídeos, esculturas e instalações ocupam o espaço do museu com propostas que misturam arte, engenharia e objetos do cotidiano. Em vez de criar peças tradicionais, o artista costuma desmontar ferramentas, veículos e utensílios para discutir temas como trabalho, tempo e excesso de consumo.

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Instalação de arte contemporânea com centenas de ferramentas manuais suspensas por fios invisíveis, formando uma grande esfera flutuante em uma sala branca.
‘Controller of the Universe’ (2007): explosão (Divulgação/Divulgação)

Outra obra que chama atenção é “Controller of the Universe”, instalação de 2007 em que pás, serrotes, martelos e machados parecem congelados no meio de uma explosão. A montagem cria um efeito visual curioso: o visitante tem a sensação de caminhar dentro de uma cena parada no tempo.

A escolha do Fusca como símbolo central também tem um detalhe curioso. O modelo se tornou um ícone popular tanto no Brasil quanto no México durante décadas, o que ajuda a explicar por que a obra costuma despertar identificação imediata do público latino-americano mesmo entre quem não acompanha arte contemporânea.

A mostra fica em cartaz no Masp, em São Paulo, e integra a programação internacional do museu para 2026.

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