Não é de hoje que os baldes temáticos de cinema roubam a cena mais do que os próprios filmes. Mas a estratégia de marketing acaba de atingir um novo — e minúsculo — patamar. Enquanto todo mundo esperava um grande caldeirão do Bowser para Super Mario Galaxy: O Filme, a Nintendo, a Universal Pictures e a Zinc Group conseguiram exatamente o oposto: um container tão pequeno que entrou para o Guinness World Records como o menor comercializável do planeta.
O feito foi validado no último dia 17 de março, em Hollywood, e os números beiram o absurdo. Com apenas 2,6 polegadas no ponto mais largo, o balde em formato de caldeirão comporta… bem, quase nada: de 5 a 11 grãos estourados de pipoca. É praticamente um acessório de luxo para a sua estante, não um item para matar a fome na sessão.
A justificativa oficial para a aposta vem direto do universo do game: o recipiente reflete o momento em que Bowser fica minúsculo após engolir um minicogumelo — uma referência direta ao final do filme anterior. Em comunicado, os envolvidos definiram a ação como parte do “papel crescente dos itens colecionáveis de cinema na criação de experiências imersivas”. Traduzindo: a ideia é que você celebre os personagens muito depois dos créditos, mesmo que para isso precise segurar um balde que mal dá para uma garfada.
Disponível a partir de 2 de abril em cinemas específicos — como AMC nos EUA, Vue em Taiwan e Golden Screen na Malásia —, o item levanta uma questão curiosa sobre o momento atual da indústria. Com o filme estreando no Brasil também em 2 de abril, fica o alerta: será que a engenharia de colecionáveis está superando a engenharia narrativa? Em tempos de superproduções, às vezes o que vira notícia não é a direção de Aaron Horvath e Michael Jelenic ou o roteiro de Matthew Fogel, mas sim o objeto que cabe na palma da mão.
O serviço aqui é o seguinte: se você é fã e quer garantir esse pedaço da cultura pop que entra para a história, prepare o bolso e a estratégia, porque provavelmente vai ser mais fácil assistir ao filme do que comprar o balde. Resta saber se, no fim das contas, a memória que fica é da aventura intergaláctica do Mario ou do recorde de um item que mal dá para sentir o gosto da manteiga.

