sábado, 28 mar 2026
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McDonald’s adere à Hora do Planeta com 96% de energia limpa no Brasil

McDonald’s reforça estratégia ambiental ao participar da Hora do Planeta com alto uso de energia renovável no Brasil

Em: Portal G

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Quem passar por um McDonald’s na noite deste sábado (28) pode estranhar: os tradicionais arcos dourados vão sumir por 60 minutos. A cena, que acontece entre 20h30 e 21h30, não é falha técnica nem economia pontual — é parte da Hora do Planeta, movimento global que usa o “apagão simbólico” para chamar atenção às mudanças climáticas.

Mas o detalhe que muda a leitura desse gesto está fora do interruptor. A operação brasileira da rede, controlada pela Arcos Dorados, afirma ter alcançado em 2025 um índice de mais de 96% de uso de energia renovável em restaurantes próprios. Na prática, isso empurra as emissões indiretas de energia (Escopo 2) para uma fatia quase irrelevante do total — cerca de 0,01%.

Ou seja: o escuro de uma hora vira vitrine para uma mudança que acontece o ano inteiro, nos bastidores. E isso ajuda a entender por que grandes marcas vêm insistindo nesse tipo de ação: menos pelo impacto imediato e mais pelo efeito de agenda — colocar o tema no radar de milhões de consumidores ao mesmo tempo.

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“Ao apagar nossos letreiros neste sábado, queremos que esse breve momento de escuridão jogue luz sobre a urgência de agirmos pelo coletivo”, afirma Marie Tarrisse, responsável por impacto social e sustentabilidade na operação brasileira. Segundo ela, o avanço na energia limpa mostra que “a responsabilidade vai além da mensagem”.

Para quem acompanha o tema, há um ponto curioso: iniciativas como a Hora do Planeta já foram criticadas por serem apenas simbólicas. Hoje, o mercado tenta responder com números concretos — como metas de descarbonização atreladas até à remuneração de executivos, prática que a Arcos Dorados diz adotar desde a emissão de um título sustentável em 2022.

No fim, o que interessa ao consumidor comum é mais simples: o “apagão” não muda sua rotina diretamente, mas indica uma tendência maior no varejo e na alimentação — empresas sendo pressionadas a reduzir impacto ambiental sem transformar isso só em discurso. E, goste ou não do sanduíche, essa mudança estrutural tende a afetar preços, operações e até a experiência dentro das lojas nos próximos anos.

Para além da foto do letreiro apagado, a mensagem que fica é prática: eficiência energética deixou de ser pauta de bastidor e virou estratégia de negócio — com impacto real no bolso das empresas e, eventualmente, no do cliente.

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