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Embrapa abre curso gratuito para criar hortas comunitárias do zero

Formação on-line de 30 horas ensina desde o cultivo de alimentos até a organização e manutenção de projetos coletivos

Em: Portal G

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A Embrapa lançou uma formação gratuita para quem pretende transformar terrenos disponíveis, áreas de escolas, associações ou espaços comunitários em hortas urbanas. Batizado de “Tá na Horta”, o curso on-line tem 30 horas e combina técnicas de cultivo com planejamento coletivo, agroecologia e organização de projetos locais.

A proposta foge daquele conteúdo de jardinagem limitado a sementes, irrigação e colheita. Parte considerável das aulas trata de um problema que costuma aparecer antes mesmo da primeira muda ir para a terra: como reunir moradores, encontrar uma área adequada e estruturar uma horta para que ela continue funcionando.

Do terreno vazio à primeira colheita

O conteúdo foi dividido em cinco módulos. A formação começa pelos conceitos ligados à agricultura urbana e avança para escolha de áreas, produção de mudas, implantação dos canteiros, manejo, manutenção, colheita e cuidados posteriores.

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Os participantes também encontram orientações sobre princípios agroecológicos e formas de aproveitar o excedente produzido pela comunidade. Outro ponto abordado é o potencial das hortas para gerar trabalho e renda, especialmente quando o cultivo deixa de ser apenas uma atividade pontual e passa a integrar iniciativas locais mais estruturadas.

Há ainda uma camada menos óbvia do projeto. As aulas apresentam caminhos para mobilizar vizinhos e dialogar com prefeituras, instituições e organizações que possam apoiar a implantação das áreas de cultivo. O curso também introduz políticas públicas relacionadas à agricultura urbana e periurbana.

Essa visão mais ampla faz sentido porque uma horta comunitária raramente depende apenas de conhecimento agrícola. Espaço disponível, participação dos moradores, divisão de responsabilidades e continuidade do cuidado podem determinar tanto o futuro do projeto quanto a qualidade do solo.

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Hortas também funcionam como espaços de convivência

Além da produção de alimentos, hortas desse tipo vêm sendo utilizadas em escolas, comunidades, associações e projetos sociais como ambientes de educação ambiental e convivência.

Em territórios socialmente vulneráveis, elas também podem colaborar com iniciativas voltadas à segurança alimentar e nutricional. Municípios brasileiros têm utilizado terrenos públicos e áreas antes ociosas para projetos do gênero, colocando a agricultura urbana cada vez mais perto da rotina das cidades.

O “Tá na Horta” é autoinstrucional, portanto não exige acompanhamento de uma turma em horários determinados. O aluno pode avançar pelas aulas conforme a própria disponibilidade, desde que tenha acesso à internet.

A formação está disponível gratuitamente na plataforma e-Campo da Embrapa, com inscrições abertas a qualquer momento e emissão de certificação após a conclusão dos requisitos previstos pelo curso.

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Rafha Costa
Rafha Costahttps://portalg.com.br
Jornalista, social media e obcecado por cultura pop.

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