Quem iniciou o processo da CNH após dezembro de 2025 passou a encontrar um modelo diferente do adotado nos últimos anos no país. A exigência das 45 horas de aulas teóricas presenciais deixou de ser obrigatória, alterando uma das etapas mais tradicionais da formação de condutores no Brasil.
A mudança, implementada pelo governo federal, abriu espaço para que candidatos utilizem cursos online, aplicativos e plataformas digitais para estudar antes da prova teórica aplicada pelos Detrans. O exame continua obrigatório, mas o formato mais flexível reduziu parte dos custos envolvidos no processo de habilitação.
Antes da alteração, o curso teórico presencial representava uma parcela relevante do valor final da CNH em diversos estados. Em algumas regiões, o custo total da habilitação podia ultrapassar R$ 4 mil, especialmente quando somadas taxas, exames e aulas práticas. Com a flexibilização, o debate sobre acessibilidade voltou ao centro das discussões sobre mobilidade no país.
Ao mesmo tempo, especialistas em trânsito e representantes do setor passaram a discutir os possíveis impactos da medida na preparação dos novos motoristas. Nas redes sociais, opiniões seguem divididas entre quem considera a mudança uma forma de ampliar o acesso à CNH e quem teme prejuízos na formação teórica dos condutores brasileiros.

