sexta-feira, 27 mar 2026
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Pedigree usa IA com Felca e muda como brasileiros escolhem adotar cães

Pedigree aposta em IA com Felca para transformar a forma de adoção de cães no Brasil

Em: Portal G

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A conversa sobre adoção de animais ganhou um desvio curioso: em vez de começar pelos cães, começa pelo comportamento humano diante da tecnologia. A Pedigree, em parceria com o criador de conteúdo Felca, colocou no ar a plataforma melhoramigo.ai — uma ferramenta que tenta responder uma pergunta simples com ajuda de inteligência artificial: qual cachorro combina com você?

A lógica inverte o fluxo tradicional. Em vez de visitar abrigos ou ver fotos aleatórias, o usuário responde a perguntas sobre rotina, espaço e expectativas. A partir disso, o sistema cruza dados e sugere cães disponíveis em ONGs, buscando compatibilidade real entre pessoa e animal. O banco reúne mais de 200 cães cadastrados por organizações parceiras, incluindo o Instituto Ampara Animal.

Antes de revelar a marca por trás da ação, a iniciativa apareceu de forma “anônima” em pontos movimentados de São Paulo, como estações de metrô e avenidas centrais, além de conteúdos digitais. Nas redes, Felca entrou na discussão reagindo à ideia de uma IA voltada à amizade — estratégia que ajudou a gerar debate antes da associação direta com a indústria pet.

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Por trás do experimento, há um dado recorrente no setor: estudos do Waltham Petcare Science Institute indicam que 86% das pessoas veem impacto positivo dos pets na saúde mental, enquanto 69% associam a convivência à redução de estresse e ansiedade. O ponto menos óbvio é outro: a adoção falha quando não há compatibilidade, o que pode levar à devolução do animal — problema pouco discutido, mas relevante.

É aí que entra o papel prático da tecnologia. Ao tentar prever afinidade antes do primeiro contato, ferramentas como essa reduzem tentativas impulsivas e aumentam as chances de adoções duradouras. Na prática, isso pode poupar tempo de ONGs, diminuir a rotatividade de animais e tornar o processo menos emocional e mais consciente.

No meio de tantas iniciativas digitais, a curiosidade está no reposicionamento da IA: menos sobre produtividade e mais sobre vínculo. Se funcionar como esperado, a tecnologia deixa de ser só entretenimento e passa a atuar como filtro social — ajudando pessoas a escolher melhor e, indiretamente, evitando que cães voltem para abrigos.

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