Em um movimento que reforça como memória afetiva virou ativo de mercado, a New Era colocou no radar brasileiro duas franquias animadas que marcaram época: O Laboratório de Dexter e Os Padrinhos Mágicos. A novidade chega num momento em que marcas disputam atenção fora das telas, transformando ícones da TV em linguagem de rua.
A estratégia não é exatamente sobre roupas — é sobre pertencimento. Ao levar personagens como Dexter, Cosmo e Wanda para peças do dia a dia, a marca amplia o ciclo de vida dessas histórias e conversa com um público que cresceu consumindo esses conteúdos, mas agora busca formas de expressar identidade no consumo cultural.
As coleções usam elementos visuais já conhecidos: no caso de “Padrinhos Mágicos”, cores vibrantes e símbolos do universo mágico; já “Dexter” puxa para estética científica, com referências a laboratório e tecnologia. O ponto em comum é a tentativa de traduzir narrativa em design — algo que vem se tornando padrão em collabs entre entretenimento e moda.

Entre os formatos disponíveis estão modelos clássicos da própria New Era, como 59FIFTY, 9FIFTY e 9FORTY, com variações de acabamento e aplicações visuais que vão de bordados a efeitos especiais. Mais do que novidade estética, esses detalhes funcionam como argumento de valor em um mercado cada vez mais guiado por diferenciação.
No pano de fundo, há uma mudança maior: o consumo de nostalgia deixou de ser apenas emocional e passou a ser estratégico. Marcas globais vêm reativando propriedades intelectuais conhecidas para reduzir risco e aumentar conexão imediata — especialmente com a geração Z e millennials, que respondem bem a referências reconhecíveis.
Disponíveis no Brasil via canais oficiais da marca, os produtos ampliam o alcance dessas franquias para além do streaming ou da memória. Para o consumidor, fica o recado: a cultura pop que marcou a infância segue sendo reempacotada — agora como linguagem de estilo e, principalmente, como ferramenta de identidade no presente.

