Quem abriu o app recentemente talvez tenha estranhado: além de romances famosos, agora dá para ler histórias da Marvel, aventuras do Sonic e produções nacionais sem pagar nada. A atualização do Ministério da Educação mudou o perfil do MEC Livros e vem puxando um público que antes não se via em bibliotecas digitais.
Lançada em 6 de abril, a plataforma já registrou mais de 566 mil cadastros e cerca de 263 mil empréstimos de obras. O catálogo cresceu e passou a incluir quadrinhos populares, como histórias de Homem-Aranha, X-Men, Hulk e Vingadores, além de títulos com personagens conhecidos dos games, como Sonic. No conteúdo brasileiro, aparecem obras da Turma da Mônica e coletâneas ilustradas voltadas para leitores mais jovens.
O serviço não se limita aos gibis. Também reúne livros de grande circulação, como a série Harry Potter, e clássicos da literatura mundial, como Crime e Castigo, de Dostoiévski. A lógica é simples: ampliar o alcance da leitura misturando entretenimento com repertório mais tradicional.
O acesso funciona via navegador ou aplicativo, disponível para smartphones Android e computadores. Para entrar, é necessário usar uma conta Gov.br. A navegação é organizada por categorias como “Em alta”, “Best-sellers”, “Autores clássicos” e “Brasileiros”, além de um campo de busca para localizar títulos específicos.
Depois de escolher um livro, o usuário pode fazer o empréstimo digital com um clique e começar a leitura imediatamente. Cada título fica disponível por até 14 dias, com possibilidade de renovação pelo mesmo período ou devolução antecipada.
Na prática, o que muda é o comportamento de quem entra na plataforma: muitos chegam pelos quadrinhos e acabam explorando outros gêneros. Essa porta de entrada mais leve ajuda a reduzir a barreira inicial da leitura digital, especialmente entre públicos mais jovens que já consomem cultura pop no dia a dia.
