A tradicional abóbora iluminada do Halloween ganhou uma versão que dispensa o vegetal e pode ser reproduzida com materiais encontrados em casa. Uma garrafa PET de 2 litros, alguns recortes coloridos e uma pequena luz de LED são suficientes para criar o enfeite, que mantém a aparência das lanternas típicas da festa sem precisar de velas acesas.
A ideia ganha espaço em um cenário em que o Halloween amplia sua presença no cotidiano brasileiro. Comemorada em 31 de outubro, a data movimenta não apenas o comércio de fantasias e doces, mas também a decoração de casas, escolas e estabelecimentos. A ambientação temática também abre espaço para propostas criativas e de baixo custo.
A abóbora feita de garrafa PET se encaixa nesse cenário por um motivo simples: não exige acessórios elaborados nem habilidades especiais. O projeto recupera a estética das jack-o’-lanterns, lanternas tradicionalmente produzidas com abóboras esculpidas, e adapta o símbolo a um objeto comum nas residências brasileiras.
A iluminação é o detalhe que transforma a embalagem. Quando posicionada sob a estrutura, a luz atravessa a cobertura alaranjada e destaca os olhos e a boca desenhados na superfície. O efeito fica mais próximo das lanternas tradicionais quando se utiliza LED de tonalidade quente.
O visual também conversa com o interesse por peças artesanais, materiais reaproveitados e composições personalizadas. Além das clássicas combinações de laranja e preto, a decoração de Halloween permite explorar tons de roxo, elementos góticos e objetos de aparência vintage.

Para reproduzir a abóbora, é necessário separar uma garrafa PET limpa e seca, preferencialmente de 2 litros, tinta acrílica laranja ou papel crepom, cola branca, pincel e canetão preto. O rosto também pode ser produzido com recortes de EVA preto, enquanto uma tampa verde ou uma pequena folha de EVA representa o cabinho.
A montagem começa com um adulto cortando a parte inferior da embalagem para criar uma abertura de acesso à iluminação. As bordas cortadas devem ser protegidas para evitar ferimentos. Depois, a superfície recebe a tinta laranja ou o revestimento de papel crepom. Com a cobertura pronta e seca, basta desenhar os olhos e a boca ou fixar os recortes pretos.
Por último, uma vela de LED a pilha ou um pequeno pisca-pisca alimentado por bateria é colocado sob a garrafa, utilizando apenas iluminação apropriada para esse tipo de decoração. O papel translúcido costuma produzir um brilho mais evidente, enquanto a tinta pode criar um acabamento mais uniforme, dependendo da quantidade de camadas aplicadas.

O processo pode levar menos de uma hora, embora o tempo varie conforme a secagem da tinta e da cola. Garrafas de refrigerante com gomos na base ainda oferecem uma vantagem visual: suas curvas lembram as divisões naturais de uma abóbora. Reunir embalagens de diferentes tamanhos permite criar uma composição para mesas, varandas ou entradas de ambientes.
A escolha do LED também acompanha uma orientação de segurança adotada internacionalmente. Segundo dados da National Fire Protection Association (NFPA), referentes ao período de 2020 a 2024, os Estados Unidos registraram uma média anual de 835 incêndios residenciais iniciados em decorações. Em aproximadamente 33% dos casos, as velas estiveram envolvidas, enquanto 47% ocorreram porque os enfeites estavam próximos demais de fontes de calor.
O levantamento não se limita ao Halloween, mas ajuda a explicar por que a entidade recomenda velas de LED a pilha ou bastões luminosos para iluminar as tradicionais abóboras. No caso da versão com PET, a ausência de chama é especialmente importante porque o plástico e o papel utilizados na montagem são materiais combustíveis.
O uso de iluminação a pilha evita a necessidade de fios atravessando o ambiente. Ainda assim, o compartimento das baterias deve permanecer fechado, as pilhas pequenas precisam ficar fora do alcance das crianças e o enfeite deve ser mantido longe de aquecedores e outras fontes de calor. A luz também deve ser desligada quando a decoração não estiver em uso.
Mais do que substituir um item tradicional da festa, a proposta mostra como o Halloween pode ser adaptado a diferentes espaços e orçamentos. Enquanto as abóboras naturais continuam associadas à celebração norte-americana, embalagens reutilizadas oferecem outra possibilidade para reproduzir o mesmo efeito visual.
Para quem pretende montar a decoração antes de 31 de outubro, a versão com garrafa PET tem uma vantagem adicional: depois da festa, a estrutura pode ser guardada e reutilizada no ano seguinte, com as pilhas retiradas durante o armazenamento.



