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Lacoste transforma o crocodilo em café e estreia novo espaço em São Paulo

Primeiro Café Lacoste da América Latina combina referências do tênis, estética francesa e elementos da cultura brasileira

Em: Portal G

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A Lacoste levou um de seus símbolos mais reconhecíveis para um território que vai muito além da moda: a gastronomia. São Paulo foi escolhida para receber o primeiro Café Lacoste da América Latina, aberto nesta quarta-feira (19), no Shopping Cidade Jardim.

A novidade chama atenção menos pela ideia de vender café e mais pelo que ela representa. Marcas de moda vêm ocupando restaurantes, cafeterias e outros espaços de convivência para fazer com que seus universos sejam experimentados de outras maneiras. O produto deixa de ser o único ponto de contato com o público.

No caso da Lacoste, essa estratégia ganha uma camada cultural. O café foi concebido nos moldes da unidade de Paris e recupera elementos da história esportiva da marca, criada pelo tenista René Lacoste. A referência a Roland-Garros aparece na combinação entre verde, branco, madeira e tons terracota associados às quadras de saibro.

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Até os detalhes seguem essa narrativa. As louças são de porcelana de Limoges, enquanto algumas embalagens lembram tubos de bolas de tênis. O resultado é um espaço que tenta fazer o visitante reconhecer a Lacoste mesmo quando não há uma camisa polo no centro da cena.

Quando uma marca de moda começa a se comportar como lugar

Fachada e balcão verde do Café Lacoste com mesas organizadas no salão.

O movimento é interessante porque muda a relação entre grife e consumidor. Uma boutique pressupõe circulação e compra; um café permite permanência. A pessoa pode sentar, pedir uma bebida, encontrar alguém e passar alguns minutos dentro daquele universo sem que a experiência dependa diretamente da aquisição de uma peça.

É uma lógica cada vez mais presente no mercado de luxo e lifestyle: transformar códigos visuais em ambientes físicos. A marca passa a disputar também o tempo e a atenção do público, não apenas o espaço no armário.

Em São Paulo, essa linguagem ganha uma adaptação própria. O café trabalha com um blend exclusivo de grãos nacionais e combina referências francesas com ingredientes presentes em bebidas como a Eau de Croco, feita com água de coco, matcha e gengibre.

A comida segue o mesmo princípio. Há croissants, pain au chocolat, gougère e sanduíches, mas os itens mais curiosos são os Polo Cakes, sobremesas moldadas como a tradicional camisa polo da Lacoste. Entre os sabores estão Pistache Dubai, Caramel Toffee e Ispahan, feito com amêndoas, framboesa, lichia e rosas.

São Paulo entra no mapa dessa experiência

Almofada verde com bordado do crocodilo da Lacoste em sofá de ambiente interno.

A escolha da capital paulista também diz algo sobre o projeto. São Paulo concentra um público acostumado a cruzar moda, gastronomia, design e entretenimento no mesmo circuito. Inserir o café dentro do Shopping Cidade Jardim coloca a experiência em um ambiente onde esses códigos já fazem parte do comportamento de consumo.

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O espaço fica no Piso 1 do Shopping Cidade Jardim, na Avenida Magalhães de Castro, 12.000. Funciona de segunda a sábado, das 10h às 22h, e aos domingos, das 12h às 20h.

No fim, o Café Lacoste é menos uma cafeteria com identidade de grife e mais um exemplo de como as marcas estão tentando ocupar novos momentos da vida cotidiana. O crocodilo agora também tem lugar marcado para o café.

Rafha Costa
Rafha Costahttps://portalg.com.br
Rafha Costa é editor do Portal G e cobre entretenimento, cultura pop, campanhas de marca, ativações, experiências digitais e comportamento de consumo no Brasil.

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