Durante o mês de maio, espaços de lazer da zona sul de São Paulo, como o Zoológico, o Jardim Botânico e o Simba Safari, concentraram um aumento no fluxo de famílias em busca de atividades ao ar livre. O período do Dia das Mães acabou reforçando uma tendência já observada no turismo urbano: a valorização de experiências presenciais ligadas à convivência e ao tempo em família.
A movimentação também evidenciou uma mudança gradual nas estratégias de comunicação desses espaços. Em vez de focar apenas em atrações ou campanhas tradicionais, parques e centros ambientais passaram a associar sua imagem a temas como bem-estar, natureza e memória afetiva, buscando criar vínculos emocionais com o público.
Na região da Água Funda, tradicional polo de turismo ambiental da capital paulista, o crescimento desse tipo de iniciativa acompanha um comportamento que se fortaleceu no pós-pandemia. Em grandes cidades, áreas verdes e passeios culturais passaram a disputar atenção com shoppings e entretenimento digital, especialmente em períodos de datas comemorativas.
Especialistas em comportamento de consumo apontam que experiências compartilhadas ganharam mais relevância entre famílias urbanas nos últimos anos. Nesse cenário, espaços de lazer passaram a enxergar o calendário sazonal não apenas como oportunidade comercial, mas também como ferramenta para ampliar presença cultural, circulação espontânea nas redes sociais e ocupação dos ambientes públicos.

