A Shiseido, grupo japonês com atuação global no mercado de cosméticos e cuidados com a pele, passou a operar no Brasil com um programa de afiliados voltado a criadores de conteúdo, profissionais do setor de beleza e empreendedores digitais. Com isso, a empresa dá um novo passo para fortalecer sua presença no comércio eletrônico e testar modelos de venda baseados em recomendação.
O programa permite que os participantes criem lojas virtuais personalizadas para divulgar produtos da marca. Dessa forma, cada afiliado utiliza links próprios, e as vendas realizadas geram comissões. Além disso, todo o processo de adesão ocorre de maneira online, o que reduz barreiras de entrada e facilita a participação.
Modelo formal e relação comercial estruturada
Um dos principais diferenciais da iniciativa está na exigência de formalização. Para participar, o interessado precisa manter CNPJ ativo e emitir nota fiscal. Assim, o programa se aproxima de uma relação comercial tradicional, afastando-se de práticas informais comuns no marketing de influência.
Nesse sentido, a Shiseido estabelece um vínculo mais estruturado com seus afiliados. Ao mesmo tempo, esse formato amplia a responsabilidade dos participantes, que passam a atuar como parceiros comerciais. Por outro lado, a empresa ganha maior previsibilidade operacional e jurídica nesse tipo de colaboração.
Cenário do mercado e estratégia digital
A iniciativa surge em um momento de transformação do setor de beleza. Atualmente, marcas têm intensificado o uso de estratégias digitais para alcançar novos públicos. Nesse contexto, o crescimento do e-commerce e a maior demanda por produtos de skincare no Brasil ajudam a explicar a adoção de formatos que unem conteúdo, experiência e venda direta.
Fundada em 1872, a Shiseido figura entre as empresas mais antigas ainda em atividade no segmento de cosméticos. Ao longo do tempo, a companhia expandiu sua atuação internacional e, no Brasil, concentrou esforços em canais digitais e parcerias comerciais, com foco em cuidados com a pele, maquiagem e proteção solar.
Programas de afiliados tendem a ganhar espaço entre marcas globais, sobretudo em mercados competitivos. Embora ampliem o alcance e diversifiquem os pontos de contato com o consumidor, esses modelos exigem atenção constante à consistência da comunicação e à gestão da imagem institucional. Afinal, parte da narrativa da marca passa a ser conduzida por terceiros.
Até o momento, a empresa não apresentou metas de adesão nem estimativas de volume de vendas relacionadas ao programa no Brasil. Além disso, não há informações oficiais sobre a inclusão da iniciativa em uma estratégia mais ampla para outros países da América Latina.
