A Praia de Copacabana volta ao centro da estratégia cultural do Rio de Janeiro em 2 de maio. A Prefeitura confirmou que Shakira será a atração principal da nova edição do projeto Todo Mundo no Rio, com apresentação gratuita e aberta ao público. Mais do que um simples anúncio de show, a escolha reforça um movimento que vem transformando a orla em vitrine internacional de grandes espetáculos.
A informação foi antecipada pelo jornalista Lauro Jardim, de O Globo, após o fechamento do acordo nos últimos dias. Com isso, a artista colombiana assume o posto ocupado anteriormente por Madonna, em 2024, e Lady Gaga, em 2025 — duas apresentações que ajudaram a consolidar o formato de megashow gratuito na cidade.
Um projeto que virou marca da cidade
O Todo Mundo no Rio é desenvolvido pela Prefeitura em parceria com a produtora Bonus Track. A proposta é clara: promover apresentações de artistas globais em um dos cartões-postais mais reconhecidos do mundo, com acesso livre. A lógica vai além do entretenimento. O evento integra a política de fortalecimento do calendário cultural e funciona como ferramenta de estímulo ao turismo, ampliando a presença do Rio nas rotas internacionais de shows.
A cada edição, Copacabana reafirma sua vocação para grandes concentrações ao ar livre, cenário que une paisagem icônica e capacidade de mobilização popular. O formato, já testado com outros nomes de peso, posiciona o Rio como palco estratégico para artistas em turnês globais.
A escolha de Shakira
Antes da confirmação, o público especulava artistas como Justin Bieber e Britney Spears. A decisão, porém, foi por Shakira — atualmente em plena atividade internacional com a turnê “Las Mujeres Ya No Lloran”.
A escolha dialoga com o momento da artista. A turnê começou em fevereiro de 2025, inclusive no Brasil, e acumulou números expressivos ao longo do ano. Foram mais de 50 datas esgotadas e cerca de 700 mil ingressos vendidos apenas nos Estados Unidos. No México, Shakira realizou 12 apresentações no Estádio GNP Seguros e estabeleceu um novo recorde de shows consecutivos no local. Na última noite na Cidade do México, celebrou o feito histórico diante do público.
A conexão com o Rio
O Brasil teve papel simbólico no início dessa nova fase. Em 11 de fevereiro de 2025, Shakira abriu a turnê no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, com um espetáculo de mais de duas horas. O repertório revisitou diferentes etapas de sua carreira, enquanto projeções com inteligência artificial ajudaram a contextualizar momentos marcantes da trajetória da cantora.
Esse histórico cria uma espécie de “retorno estratégico”: a artista que iniciou a turnê na cidade volta agora em formato aberto, na praia, diante de um público potencialmente ainda maior.
Impacto cultural e econômico
Eventos gratuitos desse porte costumam gerar efeitos que ultrapassam a música. A movimentação de turistas, ocupação hoteleira, consumo em bares e restaurantes e a exposição internacional da imagem da cidade fazem parte da equação. Copacabana, mais uma vez, deve funcionar como palco e vitrine.
Ao confirmar Shakira, o Rio reforça uma narrativa que combina espetáculo, branding urbano e projeção global. A praia deixa de ser apenas cenário e passa a operar como símbolo de uma estratégia cultural contínua — em que entretenimento, turismo e imagem caminham juntos.
