A Praia de Copacabana já começa a se transformar para receber o show de Shakira em 2 de maio. Operários montam as torres de sustentação e instaladores posicionam grades e tendas, preparando a areia para suportar o que promete ser um dos maiores eventos gratuitos da cidade. A produção estima que mais de um milhão de pessoas possam acompanhar a apresentação da turnê “Las Mujeres Ya No Lloran”.
O palco, projetado pelo diretor Jamie King, que já trabalhou com Michael Jackson, terá uma passarela de 25 metros para aproximar a cantora do público e telas de LED de 49 metros de largura por 9 metros de altura. A estrutura precisa aguentar tecnologia pesada e iluminação de alta potência, garantindo que mesmo quem estiver mais distante consiga acompanhar os detalhes do show.
A escolha de Copacabana como palco não é casual. O local já recebeu apresentações de artistas como Madonna e Lady Gaga, com dimensões recordes: em 2024, o palco ocupou 812 m², e no ano seguinte, 1.260 m², incluindo painéis de LED de até 60 metros de largura, visíveis desde o calçadão. O crescimento constante dessas estruturas mostra como a produção de grandes shows de rua evoluiu nos últimos anos.

A cidade já sente o impacto do evento: turistas reservam hotéis, o trânsito na orla é monitorado e equipes da prefeitura reforçam a segurança. A Globo transmitirá o show ao vivo, permitindo que quem não estiver na praia acompanhe em tempo real. O encerramento será marcado por uma queima de fogos por volta das 23h30, com ensaios abertos previstos para 1º de maio.
Analistas de comportamento urbano e eventos destacam que shows de grande porte em locais públicos combinam cultura, turismo e logística complexa, exigindo coordenação de equipes de segurança, som, iluminação e transporte. Para o público, é uma oportunidade de vivenciar a música em escala monumental — e para pesquisadores, um estudo de caso sobre como multidões interagem com grandes produções em espaços abertos.

