Se o seu cachorro atende por Nescau ou seu gato responde como Chokito, isso pode virar crédito no carrinho do mercado — e não é meme. Uma ação lançada no dia 17 de março pela Nestlé parte de um hábito bem comum nas casas brasileiras para discutir algo maior: como marcas escapam da prateleira e passam a viver no cotidiano das pessoas.
A ideia nasceu de um comportamento simples — repetir o nome do pet várias vezes ao dia — e foi transformada em cálculo. A empresa estimou quantas vezes um animal é chamado ao longo da vida e cruzou esse número com métricas de publicidade. O resultado virou um valor simbólico: um voucher de R$ 162 por tutor.
Na prática, quem quiser participar precisa provar que o pet realmente carrega um nome inspirado em produtos da marca, usando documentos de adoção, registro ou identificação. O envio é feito por DM pelo Instagram oficial da empresa @nestle_br, e cada CPF pode receber um único voucher. O benefício é válido para compras acima de R$ 300 na aba de mercados do iFood, desde que inclua ao menos um item da Nestlé.
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A campanha, chamada “Pet Naming Rights”, acontece entre 17 e 22 de março e tem regulamento disponível online. Mas além da recompensa em si, o movimento chama atenção por inverter uma lógica tradicional: em vez de restringir o uso de nomes registrados, a marca escolheu valorizar quando eles já fazem parte da vida das pessoas — até nos momentos mais banais, como chamar o pet pela casa.
“A lógica dos naming rights normalmente envolve grandes arenas, estádios ou eventos. Mas percebemos que existe um espaço de mídia ainda mais cotidiano: dentro de casa, quando as pessoas chamam seus pets pelo nome. A ideia foi reconhecer esse fenômeno cultural e brincar com essa lógica”, afirma Mauro Ramalho, Chief Creative Officer da Publicis Brasil.
No fim, o que parece só uma curiosidade divertida revela um dado de mercado: o vínculo emocional com marcas pode ser tão forte que atravessa gerações e chega até na forma como as pessoas nomeiam quem está mais perto delas.

