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Personalização paga chega ao WhatsApp e acende alerta sobre o futuro do app gratuito

Mudança permite alterar cores e ícones, mas levanta dúvidas sobre os limites do WhatsApp gratuito

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O WhatsApp está prestes a cruzar uma linha que, por anos, evitou deliberadamente: transformar aparência em produto. Nos bastidores do mensageiro mais usado do Brasil, testes recentes indicam que recursos estéticos — como mudança de cores, temas e até do ícone do aplicativo — devem ficar restritos a um plano pago, algo inédito na história da plataforma.

A informação surgiu a partir de análises da versão beta do WhatsApp para Android, onde já aparecem opções avançadas de personalização associadas a uma assinatura Premium, parte de uma estratégia maior da Meta para monetizar seus principais serviços sem recorrer a anúncios diretos dentro das conversas.

Um novo WhatsApp, mas não para todos

Embora o uso tradicional do WhatsApp continue gratuito, a Meta começa a desenhar uma divisão clara entre usuários comuns e assinantes. Quem optar pelo plano Premium terá acesso a mudanças visuais profundas, algo que sempre esteve fora do alcance oficial do app.

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Entre os recursos identificados estão:

  • Alteração completa da cor de destaque da interface
  • Aplicação de temas visuais personalizados
  • Troca do ícone do WhatsApp exibido na tela inicial do celular

Essas mudanças não se limitam a detalhes cosméticos superficiais. Ao escolher uma nova cor, elementos como abas de conversas, filtros, botões flutuantes e indicadores visuais passam a seguir a tonalidade selecionada, modificando de forma perceptível a experiência de uso.

Ícones inéditos e o retorno do visual clássico

No pacote Premium, o WhatsApp também prepara um conjunto ampliado de ícones alternativos. Ao todo, são 14 novos estilos, com nomes como Aurora, Fluffy, Galaxy, Clay, Sparkle e Neon, além de versões em cores sólidas — marrom, roxo, laranja, verde, azul, rosa e uma opção monocromática.

Três telas de smartphone lado a lado exibindo novas opções de personalização do WhatsApp, incluindo diferentes cores para o ícone do aplicativo, temas de cores da interface e uma demonstração da lista de conversas com detalhes coloridos.
— Foto: Divulgação

Curiosamente, a Meta também incluiu o ícone clássico do WhatsApp, permitindo que assinantes retornem ao design original do app, um aceno claro ao fator nostalgia e ao apego visual de parte dos usuários.

Estratégia segue movimento maior da Meta

Essa mudança não acontece isoladamente. A Meta já trabalha em planos de assinatura para suas principais plataformas, e o WhatsApp começa a absorver esse modelo de forma gradual, começando por recursos não essenciais — justamente para evitar rejeição imediata da base de usuários.

A lógica é simples: quem quiser apenas trocar mensagens continuará usando o app normalmente. Já quem busca diferenciação estética e experiências mais personalizadas será direcionado ao modelo pago.

Quando isso chega ao público?

Por enquanto, não há data oficial para o lançamento do plano Premium do WhatsApp. As funções seguem em fase de testes e podem passar por ajustes antes de uma liberação mais ampla.

Enquanto isso, o mensageiro avança em outras frentes importantes, como:

  • Liberação de chamadas de voz e vídeo no WhatsApp Web
  • Desenvolvimento de uma integração mais avançada da Meta AI, ainda em expansão
  • O que muda, na prática?

Na superfície, a novidade parece apenas estética. Mas, no contexto maior, ela sinaliza uma transformação silenciosa: o WhatsApp começa a testar até onde pode ir sem comprometer sua principal promessa — ser simples, universal e gratuito.

A pergunta que fica não é se o usuário poderá mudar a cor ou o ícone do app. É até onde essa linha entre gratuito e pago vai avançar nos próximos anos.

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