domingo, 22 mar 2026
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Nike resgata “amarelo raiz” da Seleção e aposta em nostalgia às vésperas da Copa

Nike reforça identidade da Seleção com camisa “amarelo raiz” e conecta torcedores à tradição

Em: Portal G

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Em um movimento que diz muito sobre comportamento de consumo e identidade nacional, a Nike decidiu olhar para trás para tentar acertar o futuro da Seleção Brasileira. A nova camisa principal, revelada neste sábado (21), abandona experimentações recentes e aposta no básico que nunca saiu de moda: o amarelo clássico, agora oficialmente tratado como “Canary” dentro da marca.

A peça chega ao público na próxima segunda-feira e já tem data para aparecer em campo: 31 de março, em amistoso contra a Croácia, nos Estados Unidos. Antes disso, o time entra em campo no dia 27 contra a França, mas com o uniforme azul, fruto de uma colaboração paralela.

close-up da camisa de futebol da seleção brasileira com gola careca verde-azulado e o logotipo da CBF.
— Foto: Divulgação

A escolha por um visual mais tradicional não é aleatória. Em um cenário onde marcas disputam atenção com designs ousados, a Nike resolveu simplificar. Segundo a designer Rachel Denti, a ideia foi filtrar o excesso: “O Brasil é o Brasil, não precisa de muita coisa para ser o Brasil. Quando você vê a Amarelinha, você sabe que é o Brasil”. A fala resume bem a estratégia — menos tendência, mais identidade reconhecível.

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close-up de tecido de jérsei de futebol amarelo texturizado com padrão geométrico em relevo.
— Foto: Divulgação

O lançamento também dialoga com um momento importante dentro de campo. Sob comando de Carlo Ancelotti, a Seleção divulgou sua última lista antes da convocação final para a Copa. Nomes como Endrick retornam, enquanto Neymar ficou de fora, sinalizando uma fase de ajustes e testes antes do torneio.

close-up do jogador de futebol brasileiro Vinícius Jr. cobrindo os olhos com uma das mãos e apontando para a câmera com a outra.
— Foto: Divulgação

A nova camisa entra nesse contexto como mais do que uniforme: vira símbolo de reconexão com o que o torcedor reconhece. Em comunicado oficial, o atacante Estevão reforçou essa leitura: “Vestir a camisa amarela é sempre especial. Ela representa a nossa história e a alegria de jogar futebol do jeito brasileiro”.

close-up de um homem vestindo um casaco com capuz de malha verde-azulado da seleção brasileira de futebol com o logotipo da CBF.
— Foto: Divulgação

Na prática, o movimento revela uma tendência maior no mercado esportivo: nostalgia vende — mas, mais do que isso, engaja. Em tempos de excesso visual e narrativas fragmentadas, revisitar códigos clássicos pode ser uma forma eficiente de fortalecer vínculo emocional com o público.

Para o torcedor, a utilidade é direta: saber quando o uniforme estreia, quando começa a venda e como isso se conecta com a preparação para a Copa. Para o mercado, fica o recado: às vezes, inovar é justamente saber voltar ao essencial.

O Brasil estreia no Mundial no dia 13 de junho contra o Marrocos, em Nova Jersey, pelo Grupo C, que ainda conta com Haiti e Escócia. Até lá, a camisa “raiz” já terá cumprido seu primeiro papel — reacender uma identidade que dispensa explicação.

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