sexta-feira, 10 abr 2026
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Netflix lidera, e Globoplay cresce com efeito BBB no streaming

Dados recentes mostram a Netflix na liderança enquanto o Globoplay ganha força com o impacto do BBB no consumo de streaming no Brasil

Em: Portal G

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No meio da semana, quando a atenção costuma cair, um reality show ajuda a segurar o interesse — e esse detalhe diz muito sobre como o público brasileiro está escolhendo o que assistir. Dados da Tunad mostram que o jogo do streaming hoje passa menos por “estreias bombásticas” e mais por hábito, calendário e identificação local.

Entre setembro de 2025 e fevereiro de 2026, a Netflix concentrou 47,3% do engajamento de marca medido por buscas no Google. O Globoplay apareceu com 24,9%, isolado na segunda posição, à frente de concorrentes globais. Prime Video ficou com 17% e o Max com 7%. O levantamento considera o volume e a variação de buscas ao longo de seis meses, capturando picos e mudanças de interesse.

O comportamento do público ajuda a explicar a fotografia. Há um padrão claro de consumo: finais de semana, especialmente sábado à noite, concentram a maior atenção, enquanto terça e quarta registram queda. Ainda assim, eventos específicos conseguem “quebrar” essa lógica. “O streaming já não depende apenas de grandes lançamentos. Ele passa a ser impulsionado por uma combinação de fatores como calendário cultural, eventos ao vivo e identificação local”, afirma Ricardo Monteiro, COO da Tunad.

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Na prática, isso aparece em fenômenos como o Big Brother Brasil, que impulsiona buscas pelo Globoplay a partir de janeiro e reduz a tradicional desaceleração no meio da semana. Já plataformas com conteúdo esportivo, como Premiere e o próprio Max, tendem a crescer em dias de jogos, com picos concentrados principalmente às quartas e domingos.

Outro ponto relevante é a sazonalidade. Durante as férias escolares, em janeiro e fevereiro, o volume de buscas por streaming sobe entre 15% e 20%. O consumo também muda de perfil: mais conteúdo infantojuvenil durante o dia e maratonas de séries à noite.

No outro extremo, serviços internacionais como Disney+ e Apple TV+ registram cerca de 1,6% de participação cada, indicando dificuldade em manter interesse contínuo fora de grandes lançamentos.

O retrato geral sugere uma mudança silenciosa no mercado: mais do que catálogo, o que sustenta atenção é contexto. No Brasil, isso passa por programação ao vivo, temas próximos da realidade local e uma rotina de consumo que mistura entretenimento com hábito — quase como ligar a TV, só que com algoritmos no comando.

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