terça-feira, 17 mar 2026
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Ministério do Esporte e UNIFATECIE oferecem 10 mil cursos gratuitos de games e eSports

Ministério do Esporte e Centro Universitário UNIFATECIE lançam 10 mil cursos gratuitos em games e eSports

Em: Portal G

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Uma porta de entrada para o mercado digital pode começar pelo videogame — e não só para quem quer competir. Um acordo firmado entre o Ministério do Esporte e o Centro Universitário UNIFATECIE quer formar 10 mil jovens em áreas ligadas a games e e-sports, com cursos gratuitos e online previstos para começar em novembro de 2025.

A proposta não gira em torno de “virar pro player”. O foco está na cadeia produtiva que cresce ao redor dos jogos: criação de conteúdo, competências digitais e preparação para vagas que já existem — e outras que ainda estão surgindo. A iniciativa mira especialmente jovens entre 15 e 29 anos da rede pública, com prioridade para quem vive em contextos de vulnerabilidade social.

Na prática, os cursos terão formação técnica, comportamental e até linguística, um combo pensado para aumentar a empregabilidade em um setor que mistura tecnologia, entretenimento e comunicação. O alcance é nacional e totalmente EAD, o que reduz barreiras de acesso — um ponto crítico quando se fala em inclusão digital no Brasil.

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Autoridades brasileiras reunidas em uma mesa oficial durante a assinatura de um documento. Ao centro, um homem assina papéis enquanto o Ministro do Esporte, André Fufuca, observa ao lado de outros representantes.
— Foto: Divulgação

Outro recorte relevante está no perfil dos participantes: mulheres, pessoas negras e pessoas com deficiência devem ter prioridade nas vagas. A ideia é corrigir uma desigualdade histórica também presente no universo gamer e nas profissões ligadas à tecnologia.

A movimentação sinaliza uma mudança de postura do poder público em relação aos e-sports, que deixam de ser vistos apenas como entretenimento e passam a integrar estratégias de formação profissional e geração de renda. Em um cenário onde o primeiro emprego é cada vez mais difícil, iniciativas desse tipo funcionam como ponte: conectam jovens a um mercado em expansão sem exigir, de imediato, experiência prévia ou formação tradicional.

Para quem acompanha de fora, fica a leitura prática: não se trata só de jogar, mas de entender como transformar habilidades digitais em trabalho — um caminho que tende a ganhar mais espaço nos próximos anos.

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