No meio da disputa por atenção do público jovem, cultura pop coreana, tecnologia e experiências ao ar livre viraram peça-chave — e é exatamente nessa interseção que a LG Electronics decidiu atuar ao transformar um parque paulistano em palco de dança, som e interação neste fim de semana.
Marcado para 29 de março, no Parque Villa-Lobos, o evento gratuito surge como parte das comemorações de 30 anos da marca no Brasil, mas com uma proposta que vai além da celebração institucional. A empresa aposta na força do chamado Hallyu — a onda cultural sul-coreana — para criar uma experiência que mistura entretenimento e tecnologia em linguagem acessível, principalmente para quem já consome conteúdo digital diariamente.
O ponto de maior engajamento deve ser o K-Pop Dance-Off, uma batalha de coreografias que coloca criadores e fãs no mesmo espaço, incentivando participação ativa. A lógica é simples: menos plateia passiva, mais interação. Em tempos de redes sociais, esse formato dialoga diretamente com o comportamento de quem não quer só assistir — quer fazer parte.
A trilha sonora e a ambientação ficam por conta da linha Xboom, com áudio 360º, reforçando a tentativa de transformar o espaço em algo próximo de um “festival compacto”. Já a presença da artista coreano-brasileira Ing Lee em uma masterclass adiciona uma camada simbólica ao evento: a ponte cultural entre Brasil e Coreia do Sul, que hoje vai muito além da música.

Outro eixo menos óbvio, mas estratégico, está na participação de estudantes do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Eles foram desafiados a criar peças que misturam referências dos dois países, com resultados exibidos tanto fisicamente quanto em plataformas digitais da marca. Aqui, o movimento é claro: conectar educação, criatividade e produto em um mesmo ecossistema.
Segundo Anna Karina Pinto, diretora de marketing da LG Brasil, a ideia é aproximar a tecnologia do cotidiano de forma “natural e inspiradora”, mirando principalmente novas gerações. A fala reflete um reposicionamento comum entre grandes empresas: menos foco em especificações técnicas e mais em estilo de vida.
O evento também integra uma estratégia maior, desenvolvida com a Burson e o hub LG Makers, que combina presença física com ativações digitais, incluindo redes como TikTok. Na prática, isso amplia o alcance da ação para além de quem estiver no parque — algo essencial para marcas que medem impacto em engajamento online.
No fim, a movimentação revela mais sobre comportamento do que sobre tecnologia. Eventos gratuitos, interativos e “instagramáveis” deixaram de ser apenas lazer e viraram ferramenta de conexão entre marcas e público. Para quem acompanha tendências, fica o recado: cultura e experiência continuam sendo os principais caminhos para disputar atenção em 2026.

