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LEGO Smart Brick estreia com som e luz sem uso de telas

Nova geração de peças conecta NFC, Bluetooth e base sem fio para ativar efeitos físicos nas construções.

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Se você acha que já viu de tudo quando o assunto é bloco 2×4, vale prestar atenção: a LEGO decidiu levar tecnologia para dentro da peça — e não para a tela do celular. A novidade chega às lojas em 1º de março, começando pela linha Star Wars, depois de ser apresentada ao mercado durante a CES 2026.

A estratégia é clara: manter o brinquedo físico como protagonista, mas com uma camada digital invisível que amplia a experiência sem depender de aplicativo.

O Smart Brick é, na prática, um bloco inteligente que mantém o formato clássico 2×4, mas traz um conjunto de componentes internos que mudam a lógica da brincadeira. Dentro dele há chip ASIC, sensores de luz e bobinas de cobre integradas ao limite físico da peça — um desafio de engenharia assumido pelo Creative Play Lab, divisão de inovação da marca.

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O diferencial está na autonomia. As construções podem emitir sons e efeitos luminosos sozinhas, sem conexão com smartphones ou tablets. A ativação acontece pela interação entre as próprias peças.

Caixa e peças montadas do set LEGO Star Wars "Throne Room Duel & A-Wing" com selo "Smart Play All-in-One", mostrando minifiguras de Darth Vader e Luke Skywalker duelando sobre uma base eletrônica.
— Foto: Divulgação

Para isso, a empresa desenvolveu o BrickNet, protocolo proprietário baseado em Bluetooth, que permite a comunicação entre blocos. Cada peça também recebe identificação individual via NFC, o que viabiliza reconhecer elementos específicos dentro da estrutura montada.

Outro ponto técnico relevante é a base de carregamento sem fio. Ela não apenas alimenta toda a construção simultaneamente como também lê as etiquetas de proximidade das peças ao mesmo tempo, organizando os dados da montagem de forma integrada.

Segundo Tom Donaldson, vice-presidente sênior da LEGO, o projeto foi desenhado para “explorar o limite físico da peça” sem comprometer a essência do brincar analógico. A fala reforça o posicionamento institucional de usar tecnologia como suporte narrativo — não como substituição da experiência tátil.

Na prática, isso significa ampliar as possibilidades de storytelling dentro do universo físico. No caso da linha Star Wars, sons e efeitos passam a responder ao contexto da construção, criando camadas sensoriais sem tirar a criança (ou o adulto fã) do ambiente offline.

Do ponto de vista estratégico, o movimento acompanha um comportamento já mapeado pela indústria: crianças buscam estímulos multissensoriais, mas pais valorizam experiências longe das telas. O Smart Brick tenta equilibrar essas duas demandas.

Editorialmente, a iniciativa também sinaliza como a LEGO mantém relevância na era digital. Em vez de competir com dispositivos móveis, a marca investe no conceito de “tecnologia invisível”, incorporando conectividade dentro do próprio brinquedo.

Com lançamento global marcado para 1º de março, a estreia pela franquia Star Wars funciona como laboratório de alto engajamento — unindo fandom consolidado e inovação técnica em escala comercial.

Para quem cresceu montando naves e cidades de blocos coloridos, a mensagem é direta: o clique das peças continua o mesmo — mas agora ele pode vir acompanhado de som e luz, direto da própria construção.

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