O governo federal voltou a estudar a possibilidade de revogar o imposto de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. A medida, que ganhou força em reuniões no Palácio do Planalto, é vista como um movimento estratégico para as eleições de 2026, visando o eleitorado jovem e as classes C, D e E.
A cobrança em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress tornou produtos de baixo valor mais caros, mas também gerou receita para a União. Enquanto consumidores esperam que a revogação reduza os preços, parlamentares e especialistas avaliam a viabilidade da isenção fiscal no cenário macroeconômico atual.
Impacto Financeiro: Simulação de Compra Internacional
Para o investidor e o consumidor, a principal mudança está no cálculo da alíquota de importação. Abaixo, veja como a desoneração impacta o custo final de um item de aproximadamente R$ 200,00:
| Componente | Com Taxa (20%) | Com Isenção |
|---|---|---|
| Imposto Federal | R$ 40,00 | R$ 0,00 |
| ICMS Estimado | R$ 49,20 | R$ 41,00 |
| Total Final | R$ 289,20 | R$ 241,00 |
O Embate entre Varejo e Isonomia Tributária
Por outro lado, as indústrias têxteis e o comércio nacional alertam para o risco de concorrência desleal. A suspensão do imposto favorece produtos importados mais baratos, o que gera debates sobre a isonomia tributária e a proteção da produção brasileira diante do custo Brasil.
Desse modo, o projetos de lei em tramitação na Câmara buscam restaurar a isenção, reforçando que a questão envolve estratégia eleitoral e arrecadação. A possível extinção do imposto mostra como decisões sobre carga tributária geram repercussão direta no consumo das famílias.
