A nova mostra “São Paulo – Paris: A Descoberta de Tarsila do Amaral”, em cartaz no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, até 26 de janeiro de 2026, apresenta ao público uma oportunidade rara: ver de perto 16 obras originais de uma das artistas centrais do modernismo brasileiro — e com entrada gratuita. A iniciativa reforça a importância de Tarsila no cenário cultural paulista.
A influência da artista e a experiência no espaço expositivo
A escolha do local, muitas vezes associada a eventos oficiais, cria um contraste relevante. O palácio amplia o acesso ao acervo e abre suas portas para visitantes que não costumam frequentar o espaço. Ainda assim, a mostra evidencia como parte da produção artística nacional continua concentrada em ambientes formais. Mesmo assim, essa característica pode incentivar novas experiências culturais na cidade.

Entre os destaques, aparecem pinturas que ilustram a evolução estética de Tarsila. Obras como “Operários” e o “Autorretrato” mostram por que a artista se tornou uma referência na construção da identidade visual brasileira do século XX. Além disso, a curadoria organiza o percurso como uma “linha do tempo afetiva”, o que facilita a compreensão da influência de São Paulo e de Paris em sua trajetória.
A visitação requer agendamento prévio pelo site oficial. Isso ajuda no controle do fluxo de visitantes. No entanto, essa exigência pode dificultar o passeio para quem decide ir de última hora. Mesmo assim, o acesso gratuito a obras raras costuma tornar a visita compensadora.
Para quem aprecia arte brasileira, a mostra oferece um panorama claro da relevância de Tarsila. Além disso, reúne contexto histórico, sensibilidade estética e uma aproximação incomum com pinturas que ajudam a entender fases distintas da artista.
